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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sobre o estado do país, as palavras ideais

 

   «A frase devia estar hoje inscrita por todo o lado, nas ruas, nas praças, a fogo para se ver de noite: portugueses, aqui está o abismo, aqui está o inferno, aqui estão as profundezas, não vos deixeis fascinar pelo tenebroso caminho com que o inferno nos seduz. Ganância, superficialidade, desespero, fuga em frente, irresponsabilidade, pequenos interesses, tudo leva a que muitos dancem nas bordas esfareladas do abismo. É só uma questão de tempo até caírem.

   José Sócrates e o PS foram os grandes escavadores do abismo. Não fizeram outra coisa nos últimos seis anos, com ajuda de outros escavadores nos últimos 15. O gigantesco buraco que escavaram ficou a olhar para cima com uma pantagruélica, incomensurável boca, na qual um dente de falso ouro, engana os que olham de cima, atraídos pela luz escassa, que ilude o escuro das profundezas. Luz que aparece prometedora, a luz do poder. (...) E o PSD atirou-se, iludido pelo falso ouro e pelas vozes. Duvido que alguém saiba muito bem o que está lá no fundo. No inferno.»

 

José Pacheco Pereira, Revista Sábado