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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Solidão que mata

 

 

   A crueldade humana é algo que ainda me consegue surpreender. O abandono dos nossos idosos e a solidão forçada a que os remetem é talvez umas das piores formas de crueldade. Uma realidade já há muito presente e da qual sempre tive consciência, a solidão é a única companhia de muitos dos nossos velhinhos. Poderiamos justificar isto com o índice crescente da população envelhecida, no entanto, a realidade é bem mais dura do que isso, se pensarmos que estes idosos são abandonados precisamente pelas suas famílias, nomeadamente pelos seus filhos. E história atrás de história eu não consigo aniquilar este pensamento de "como é possível um filho(a) abandonar os seus pais, aqueles que lhes deram a vida?". A verdade é que o conseguem e não são meia dúzia delas, são muitos, demasiados para se classificar este comportamento como de humano.

   Acredito que envelhecer para descobrir que ninguém nos querer não seja o desejo de ninguém e vós, que hoje sóis filhos, amanhã pais e depois idosos, vale a pena parar para pensar se o futuro que querem é o presente que praticam: apenas e só, o abandono.