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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Da vida...

 

 

   De longe a longe lá volto ao meu antigo local de trabalho para umas consultitas. À parte da forma calorosa como sempre sou recebida, o meu regresso àquele lugar desperta o pior de mim, no que a sentimentos diz respeito. O simples facto de saber que tenho agendadas idas até lá é suficiente para me encobrir o sorriso durante dias, em jeito de episódio de stress pós-traumático. Mas e tu alguma vez foste lá mal tratada, perguntam vocês. Não senhora. Simplesmente aquele local relembra-me daqueles dias em que sair da cama e ir trabalhar era uma obrigação e os dias terminavam sempre com aquela sensação de "eu nunca mais quero cá voltar" e/ou "eu não aguento mais isto". Talvez por defeito meu, talvez, a verdade é que nunca consegui lidar bem com o facto de durante 2 anos e meio ter feito algo que detestava, em condições que só serviam para agravar o meu desânimo. E agora que felizmente de lá sair, pude perceber que sou muito melhor pessoa do que julgava e que a vida é bem mais doce. E daqui a uns meses até posso estar desempregada, mas todos os dias, todos, o pensamento é o mesmo: prefiro trabalhar numa loja do que ter de voltar para lá.

   Desculpem a prepotência, mas o sentimento sempre foi este. E a distância só me fez perceber que ali não era o meu lugar.