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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O estado da nação (pelo estado da televisão)

 

 

   Às vezes dou por mim a pensar porque passo tantos dias sem ligar a televisão. Quando a ligo e zappeio pelos canais nacionais percebo perfeitamente o motivo. De facto, chego a ficar aparvalhada com a selecção de programas nacionais que nos oferecem. Fico até indecisa quanto ao canal onde parar. Se naquele do serviço público com aquela casa de pseudo-conhecidos/comediantes que tentam parodiar sei lá bem com quê, com um objectivo que sinceramente nem quero chegar a perceber; se no outro dos gorduchitos que se fartam de chorar e ser assistidos pelos paramédicos, intercalado com aqueles discursos tão, mas tão, espontâneo e naturais dos ditos treinadores, que nos vem provar o que já todos sabiamos: qualquer tentativa de copiar formatos estrangeiras sai sempre ao lado; se naquele outro da selva, com os seus famosos perdidos na anti-civilização a sofrerem horrores, coitadinhos, que foram para lá obrigados e de bolsinhos vazios, mais aquela espécie rara que junta Castelo e Branco no mesmo nome e que continua a ser alimentado pelos cofres nacionais.

   Ora entre esta mui nobre selecção questiono-me não sobre o motivo do meu desinteresse pela televisão, mas sobre o interesse das gentes que se sentam a assistir àquilo e ainda gostam...tudo bem que temos de dar emprego a esses VIPs todos do nosso país, que é tão pequeno mas tão prolifero na produção dessa espécie; tudo bem que temos de descentralizar as atenções das troikas e dos Sócrates e sus amigos, mas chegámos a descer baixo...mal por mal, sempre é preferível ouvir o Sócrates que até sabe falar bem (perdão, ler bem).

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