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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Quando o bom deixa de ser bom

 

"Pain is temporary. Quitting stays forever."

 

   É esta uma das máximas que está inscrita lá no ginásio das elites, bem centrada na sala de cycling. Na verdade, não haverá sala melhor para a colocarem já que eu já há muito desisti de sequer equacionar a hipótese de algum dia entrar numa aula daquelas. No entanto, o que despertou a minha atenção nesta frase foi sentir que esse é precisamente o espírito que eu não gosto no desporto, pois coloca-o ali no limite da obsessão com qualquer coisa que pode variar entre o corpo estupidamente músculado tipo Hulk (o verde!) ou o corpo estupidamente trabalhado e sem carne por onde se lhe pegue estilo Victoria Beckham. Para mim, tudo o que é levado ao extremo da dor deixa de ser prazeroso para a pessoa, logo nunca poderá sequer ser considerado desporto. Desporto é aquilo que fazemos com um mínimo de satisfação e prazer, para no final nos sentirmos leves, bem-dispostos e com aquele cansaçozinho bom que se faz sentir mas que ainda nos permite ir fazer o que bem nos apetecer. Tudo isso que faz sofrer, que põe a pessoa a grunhir ou que obriga a assistência médica não é desporto. Poderá ser obsessão, loucura, doença, o que quer que lhe queiram chamar. Se provoca dor, e dor é mesmo dor, não é o "ai-ui que descobri tantos músculos novos", então desistir deverá mesmo ser a palavra de ordem. Eu já desisti muitas vezes, já disse muitos "não aguento mais", ou até mesmo "este esforço todo não é para mim" e nunca me senti incomodada com isso. Valho-me da certeza de que, sempre que faço qualquer tipo de actividade física, termino-a com uma agradável sensação por todo o meu corpo, que nunca é dor e que me faz realmente não querer desistir de me mexer. Já essas loucuras que nos põe a escorrer rios de suor não são para mim. Mas isto sou eu que me rendo a uma aula de yôga ou a uma piscinita e que no currículo desportivo conto com coisas muito violentas como step, hip hop, cardio-fitness e a mais violenta de todas body combat durante 2 meses e onde a cada aula perdia as gorduras que tinha e que não tinha.

   Por isso, sports yes, pain no.

 

   Já como "filosofia" de vida a dita citação conduziria a caminhos mais agradáveis...pano para outras mangas.