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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Uma questão de verbos

 

 

   Há muito boa gente por aí, papás e mamãs nomeadamente, que até já reconhecem a importância e o papel que um psicólogo pode representar  no crescimento e desenvolvimento dos seus filhos. O problema é que há alguns que pensam que isto do psicólogo é mais ao menos como o médico que cura uma otite ou uma dor de barriga: não se é "acompanhado por um psicólogo" (sabe-se lá os estigmas que isto pode causar nas cabeças menos entendidas), "vai-se ao psicólogo", assim em jeito de quem vai ao médico queixar-se de uma dor de barriga e com uma consulta de 10 minutos a coisa fica resolvida com pílulas muito ou pouco milagrosas. O psicólogo é coisa do género: quando o menino está mal pedem uma consulta com muita, muita urgência e quando só voltam quando a coisa volta a correr mal, nem que isso implique lá voltar de 3 em 3 meses, esperando que num só contacto se estabeleça uma relação suficientemente sólida para ter propósitos terapêuticos, se perceba toda a complexidade da pessoa que temos à nossa frente, mesmo que seja uma criança, se perceba o dito "problema", se estabeleçam estratégias de intervenção, se implementem as mesmas e, magia das magias, as ditas tenham efeitos imediatos. O problema é que no que ao que o ser humano diz respeito as coisas são bem mais complexas e "ir ao psicólogo" só quando o menino chora, faz birra ou se porta mal não é o processo ideal e poucas mudanças introduzirá no comportamento da criança. O trabalho psicológico é um trabalho continuado e gradual, de conhecimento a cada contacto e de introdução lenta de alterações. Não é como ir ao médico medir as tensões, não seguir a prescrição e só lá voltar quando as tensões ultrapassarem todos os limites. O verbo do contacto com um psicólogo não é o verbo "ir" mas sim o verbo "andar" e só depois "mudar". Enquanto não perceberem isto vão continuar a desvalorizar o nosso trabalho, mesmo que reconheçam vagamente a nossa potencial importância.

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