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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Não, a solidão (ainda) não me assusta

 

   Talvez seja este um dos meus maiores defeitos: gosto demasiado de estar sozinha.

   Gosto de chegar a casa e não encontrar nada para além do silêncio que não questiona nem reclama, porque é disto que preciso para me desligar do modo trabalho e ligar o modo família/caseiro. Preciso do meu tempo, do meu espaço, dos meus vazios de tudo tão cheio de tudo.

   E há dias terríveis, em que tudo nos incomoda e qualquer pergunta serve para nos pôr num estado tal de nervosismo que só nos resta o isolamento. Eu tenho muitos desses dias e esses dias são terríveis para quem gosta de mim, porque encontram-me distante, fechada e nada disponível. E nós queremos contorná-los, mas tudo o que sentimos é: eu preciso de estar sozinha. E eu preciso muito de estar sozinha, muitas vezes. Vezes demais. Preciso dos meus momentos de esvaziamento da mente, preciso de me deitar apenas com os meus livros e as suas palavras, preciso do telemóvel em silêncio, do computador desligado e da televisão longe do quarto. Tenho dias assim, em que preciso absolutamente de nada...

   Talvez seja um defeito, mas estes dias de silêncios têm sido perfeitos para mim.

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