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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Depois de os ver em filme...

 

   Fiquei a admirar, ainda mais, aquele Ser chamado José Saramago, que era suficientemente arrogante e pretensioso para ser adorado em todo o mundo. Não o chamaria polémico, mas sim directo, claro e certo das suas convicções. E quando assim somos, nada devemos ao mundo, o que nos idolatra e o que nos calca. Reconheci-lhe até um certo humor negro que lhe ficava tão bem. Isso e o aparente (ou será que não era assim tão aparente) desinteresse por tudo aquilo que ele gerava por essas fronteiras fora.

 

   Já da sua adorada Pilar não fiquei com a melhor das impressões. Não querendo entrar em especulações deixava sempre a sensação de "empurrar" Saramago para todo aquele frenesim. Tudo bem que até só poderia querer dar Saramago ao mundo e colocá-lo no topo que é onde ele merecia e merece estar e será sempre de louvar aqueles que o fazem, já que o seu país tarde o reconheceu e mais porque parecia mal Saramago ser mundial e não ser português, mas transparecia ali sempre aquela espécie de imposição e aquela arrogância que não me caiu tão bem quanto a do seu querido José. Ainda assim, poderão ser apenas impressões.

 

   E Saramago mostrou-se, mais uma vez, grande. Muito grande.