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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Dos amigos de trabalho

 

 

   Quando comecei a trabalhar deram-me diversos conselhos sobre as mais diversas situações, alguns deles por próprios colaboradores da instituição. Um dos que mais me repetiram e que acabei por reter foi "não cries laços de amizade com os restantes colaboradores. Se queres amigos procura-os fora daqui. Não dês confiança, não te envolvas, vai, faz o teu trabalho e nada mais...". Na altura não achei algo de muito transcendente, até porque sou por natureza alguém que mantém "as distâncias" e que não se dá facilmente a quem quer que seja, para além de que o lugar que fui ocupar e as responsabilidades que lhe estavam associadas eram propícias a algumas situações menos simpáticas e a muito falatório.

    Hoje, quase 6 meses volvidos desde estes conselhos, não lhes consigo encontrar tanta solidez como naquela altura. Não será o local de trabalho um dos locais por excelência para se fazerem amigos? Afinal, passamos lá grande parte dos nossos dias, partilhamos imensas vivências e cooperamos para um objectivo comum. Hoje, chego a achar pouco saudável esse afastamento e essa distância. A solidão e o isolamento só nos podem tornar os dias mais cinzentos e mesmo quando gostamos do que fazemos, há sempre dias menos coloridos nos quais o simples facto de partilharmos seja o que for com algum colega de trabalho nos deixa um pouco mais ... coloridos.

   Hoje, não posso considerar que tenha amigos "de trabalho", até porque em 6 meses não se construirão amizades de uma vida, muito menos quando eu sou uma das partes envolvidas, miss pé atrás por excelência. No entanto, sinto que criei "algo" com algumas pessoas que muito bem me receberam e que muito me ajudaram na minha adaptação desde o primeiro dia. Embora não tenho ignorado aquele conselho, também não o segui à risca e muito menos o tenciono fazer. Não consigo ver onde está o lado negativo de se construirem amizades laborais. Ah a inveja, a facada nas costas, o diz-que-diz, as queixinhas a superiores...ok, existe com toda a certeza. Mas não existe em todo o lado? E então, vamos todos virar bichinhos do mato sem amigos, colegas ou sequer conhecidos? COm os sacos cheios de coisas que precisam vir cá para fora, com dias de autêntico frete, com experiências vividas a um quando existe toda uma equipa à nossa volta?

   Essa postura não é para mim. Há muito mais do que "o meu trabalho" para viver no meu trabalho. E além disso, neste mundo, ainda nem todos são más pessoas.

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