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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Perto do fim...

   Estou nos meus últimos dias de trabalho. Sexta-feira gozo o meu primeiro dia de férias e o meu contrato termina a 30 de Setembro, pelo que já não volto para a instituição após as férias.

   Por estes dias vivo um misto de emoções. Por um lado uma tristeza enorme por ir perder o meu emprego, mas especialmente por ir perder ESTE emprego, com ESTE tipo de população e nesta fase em que me sinto totalmente integrada na instituição, tanto no que respeita a utentes como aos restantes colaboradores. Por outro lado saio com a justíssima sensação de dever cumprido. Todos os propósitos, pessoais e profissionais, pelos quais me oriento e que me definem foram absolutamente concretizados. E se há coisa para que este fim-de-semana serviu foi para me mostrar precisamente isso. Mostrou-me que deixei a minha marca naquela instituição e que o meu trabalho não foi indiferente aos olhos de ninguém, incluindo ao “nosso” Presidente, que é assim uma espécie de Hitler à portuguesa, exigente e sem escrúpulos, com um gosto profundo pela humilhação pública. O meu trabalho foi largamente elogiado e sugerido como exemplo para os restantes colegas, exaltando-se não só a minha postura profissional como também a pessoal, que se calhar foi a que mais me permitiu realizar tudo isto com sucesso. “Obrigado por tudo o que trouxe para nós e para os nossos utentes”, é talvez a melhor coisa que podemos ouvir quando estamos de saída. Se a isso juntarmos um “nunca se sabe se mais depressa do que julga não estará outra vez connosco” ou um “espero sinceramente poder contar novamente consigo muito em breve”, só podemos sair satisfeitos e felizes, com uma sensação de realização pessoal do tamanho do globo, um ego que se precisa bastante enriquecido para ultrapassar o que aí vem e a certeza de que saio porque tem de ser e porque assim estava definido desde o início, sem no entanto dizermos adeus. Saio com as palavras do meu chefe e de todos os que comigo trabalharam: “até um dia destes…”. E deixem-me responder-lhes, em jeito de brincadeira mas assertivamente, que estou a contar com isso.

  

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