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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

É esta a minha fé

 

   Sou católica, é um facto, sem essas coisas do praticante, não praticante ou assim-assim. Não vou à missa, é outro facto, para além de casamentos ou baptizados. Não rezo, nem peço coisas a Deus, mais um facto. Às vezes agradeco-Lhe por determinada coisa que me acontece ou aos meus. Porquê não sei, mas penso que devemos acreditar em algo e de entre aquilo em que acredito, às vezes, toca-Lhe qualquer coisa.

   Ainda assim, uma das coisas que mais confusão me faz diz respeito ao que é suposto fazermos quando nos encontramos numa igreja, se é que é mesmo suposto fazermos algo. Como disse, não rezo. Mesmo tendo andado na catequese e cumprido todos os passos religiosos e trabalhar numa instituição católica-apostólica-romana onde se reza o terço semanalmente, eu não rezo e nunca rezei, muito menos em voz alta. É por isso que sempre que entro numa igreja, e eu gosto de entrar em igrejas, nunca me sinto totalmente à vontade porque estou para ali perdida em pensamentos, a olhar para aquelas imagens todas (e eu sou contra a adoração de imagens também!), a ver toda aquela devoção e a ouvir todos aqueles sussurros e dou por mim a pensar em...nada! Simplesmente porque não sei o que pensar, por não saber se consigo acreditar que alguém ou algo me esteja a ouvir.

   Por isso, sempre que entro numa, não me sinto capaz de dizer mais nada a não ser um Obrigada sincero, seja lá quem Tu fores, Estejas ou não a ouvir-me. Crenças à parte, terei sempre de agradecer pelo facto de estar ali, de bem com a vida, sabendo que todos aqueles que me são queridos estão igualmente bem. É esta a minha estranha fé, a que me faz discordar de tanta e tanta coisa a ela associada (da maioria, de facto!), mas que me leva sempre a dizer Obrigada. Não interessa perceber se alguém me está a ouvir. Certo é que até ao dia de hoje não posso deixar de agradecer. Sinceramente.