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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Porque os opostos se atraem...

 
   Eu gosto do silêncio, do nada dizer, do nada ouvir. Gosto de ficar a escutar outros sons que não os meus. Gosto de escrever em silêncio, de ler em silêncio, de arrumar em silêncio, de me deitar no silêncio. Gosto de não ligar a televisão, de não ligar o rádio e de tirar o som ao telemóvel. E gosto de estar sozinho no meu silêncio, nem que seja por um bocadinho todos os dias. Gosto disto. Preciso disto.
 
   Ele não suporta o silêncio, não sabe estar em silêncio, sente-se mal no silêncio e interpreta mal os silêncios. Ele gosta de escutar sempre e sempre, os sons dele e os sons dos outros. Gosta de fazer tudo com música de fundo. Gosta de ligar a televisão e deixá-la ligada. Ele não gosta de estar sozinho, não sabe estar sozinho. Ele gosta de sentir e saber que está lá mais alguém e que há algo mais por lá. E ele precisa disso, dessa ausência de silêncio.
 
   Estes somos nós, tão diferentes, mas capazes de conjugar o meu silêncio com os sons dele. A dois, é muito mais fácil aprender.