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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

E o tempo cura tudo?

 

 

   Nunca fui defensora da velha máxima "o tempo cura tudo". Mas numa das minhas felizmente agora raras noites de insónia dei por mim a pensar que há imenso tempo que não penso em certas coisas que nos assaltavam a alma e a memória sempre que bem lhes apetece e não só quando nós queremos. Falo essencialmente daquelas coisas menos boas que nos aconteceram a dada altura e que, nesse momento e nos momentos próximos, nos pareciam insuportáveis, insuperáveis e eternas inimigas do pensamento. Mas a verdade é que hoje, à distância, essas coisas continuam a não ser insignificantes, mas deixaram de estar lá permanentemente a ensombrar-nos e começam a ser encaradas como uma parte do passado e o passado já passou, mais ou menos devagar, e parece que levou com ele tanta coisa que ameaçava ficar para sempre. Como se de repente, sem nos apercebermos, o tempo tivesse passado e levado com ele aquilo que não nos faz falta e agora seja preciso nos lembrarmos de pensar em algo.

   Será mesmo verdade que o tempo cura tudo?

   Para já continuo a acreditar que o tempo nos ensina a viver com tudo. E agora talvez seja também capaz de curar...