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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A idade, o amor, o valentim e outros romantismos

 
«Es muy dificil que te diga algo del romanticismo, porque está todo dicho, y lo detesto...lo detesto. Por Dios! No, si...De verdad quieres que te diga algo del romanticismo? El romanticismo es esa cosa que ha hecho llorar a millones y a millones de mujeres por la noche cuando están en la cama com la almohada. Eso es le romanticismo. El romanticismo es esa cosa que las ha convertido en tuberculosas para ser blancas. El romanticismo es lo que ha impedido de vivir el momento en función de un futuro hipotético. El romanticismo es una de las mayores atrocidades que han inventado, supongo que los hombres, para que sufrieram y padecieran las mujeres. Detesto el romanticismo.»
 
Pilar del Rio
 
 
   Nisto do amor e seus gestos poderia pensar-se que a idade, a vida e as suas vivências nos transformariam em bichos românticos, melosos e kutxi-kutxi. Mas não! Comigo acontece (ou tem acontecido) precisamente ao contrário: quanto mais o tempo passa, menos me agradam os grandes gestos românticos e até a paciência para filmes ou livros lamechas vai diminuindo assustadoramente. A verdade é que nunca fui de grandes romantismos, mas a coisa vai de mal a pior e o meu Mr. Big que o diga. Não querendo de todo acreditar que me estou a transformar num bloco de gelo, embora tal possibilidade seja de ignorar, quero acreditar que vou valorizando cada vez menos estes aspectos porque não preciso deles para conhecer ou comprovar ou demonstrar sentimentos. Gosto de pequenos gestos diários, gosto de não precisar desses romantismos, gosto de saber que o sentimento é sincero e verdadeiro, sem rosas vermelhas, jantares à luz da vela ou prendas surpresa. E gosto, acima de tudo, de saber tudo isto a cada dia que passa.
  
   E tudo isto para dizer que não gostas do dia dos namorados? De facto. Não comemoro. Já o fiz mas apenas porque ele gosta destas coisas (nesta área calhou-nos uma assustadora inversão de papéis). Não valorizo e para mim é mais um dia no calendário (este ano, mais um dia de trabalho em modo run-Na-run). E não o valorizo como não valorizo tudo o resto que gira à sua volta, embrulhado em corações vermelhos demasiado fáceis de rasgar, romper e ferir.
 
   Será preocupante? Terei de marcar uma consulta com o Dr. Phill? Precisarei de psicanálise? Regressão para descobrir que já fui uma princessa de conto-de-fadas resgatada por um princípe de cavalo branco? Serei um grave caso de a-sentimentalismo? Irei definhar triste, só e abandonada, suplicando por um gotinha de amor?
 
 

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