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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O elogio do silêncio

 
   Já por aqui disse que gosto do silêncio e que preciso dos meus momentos, que são sempre momentos de silêncio. Este é aquele silêncio bom, sem significado e sem pretensões de significado.
   Mas depois há o outro silêncio, o que diz tudo, o que grita de forma assustadora. Esse silêncio é difícil de gerir, difícil de aguentar e até difícil de interpretar. Na minha profissão encontro-o muitas vezes e outras tantas gero-o propositadamente, para perceber a forma como a pessoa que tenho à minha frente lida com ele. E não é fácil. Para a pessoa e para mim. Não é fácil aguentar um silêncio, um desses que tanto diz, esse que, às vezes diz mais que mil palavras. Mas é no silêncio que de repente surge alguma revelação, uma só palavra, um desabafo...
   Não tenho medo do silêncio, porque o silêncio é sempre revelador. Para o bem e para o mal, ele é revelador. Como um grito. E todos sabemos que um grito pode ser de desespero e pode ser libertador.