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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O Domingo de Páscoa

   Por cá sempre festejamos a Páscoa em família, sem festas exageradas, aproveitando apenas a ocasião para estarmos juntos e comermos uns doces acompanhados por um belo chã. Ainda assim, guardo algumas recordações dos Domingos de Páscoa. Não directamente relacionados com os festejos em si, mas apenas pormenores desse dia. Em especial de um pormenor: de acordar com o som dos foguetes, bem cedinho, de abri a janela e encontrar um dia magnífico de sol e do silêncio. As manhãs de Páscoa sempre foram silenciosas, sem carros, sem outro som que não o cantar dos passarinhos.

   Este Domingo de Páscoa não foi excepção: acordei bem cedo com os foguetes (embora tenha conseguido adormecer novamente), abri a janela e encontrei um dia de sol excepcional depois destes últimos dias tão cinzentos e enquanto tomava o pequeno-almoço e via o gato comer, ouvia apenas os passarinhos cantar. Era um silêncio magnífico...que não podia saber melhor perante esta azáfama que são os nossos dias.

 

   Outra recordação que guardo é-me particularmente querida: enquanto miúda, no Domingo de Páscoa, estreava sempre uma nova "vestimenta"! Os meus pais compravam-me sempre uma roupinha e sapatos novos e eu mal podia esperar pelo Domingo para poder estreá-los. Tenho muita pena que por cá essa tradição tenha terminado com o avançar da idade...