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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Primeiro dia

   Final do primeiro dia de trabalho. Primeiras impressões: positivas. Não é fácil gerir tanto ser humano em fase de crescimento, não é fácil levá-los a fazer o que nós queremos. Nem sequer é fácil mantê-los sentados durante todo o tempo que desejámos. Ainda assim o mais difícil está mesmo a ser decorar o nome de todas aquelas pestinhas, mas lá chegaremos.

   No primeiro dia não fui agredida por nenhum deles (são crianças, havia alguma probabilidade, certo?), não tive de gritar (muito) e os ojectivos foram todos cumpridos. Ainda houve tempo para discutir acerca do melhor local para comprar iogurtes com smarties (isto com crianças de 6 e 7 anos) e para ouvir comentários do género "você é bonita", "porquê que tens as unhas pintadas de vermelho?" ou "o que é isso que tem aí? Um cinto? Mas não tem a coisinha para a apertar à frente. E tem molas atrás? E usa-se aí na barriga?". Também recebi carinhos na mão, no cabelo, nas pernas, nas costas e pestinhas a agarrarem-me e a disputarem a minha presença ao seu lado. Que mais poderemos desejar?

   Um bom começo. Piores dias virão, de certeza!

 

   Receio que nos próximos tempos irei ser chamada daquilo que eu sempre disse que NUNCA quereria ser ou ser chamada "Professsooooraaaa". Quando se trabalha com crianças pequenas corremos esse risco. Somos todos iguais: professores.

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