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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

LOGout

 

   Ao ler a revista Elle de Junho deparei-me com um artigo interessante sobre a possibilidade de nos desconectarmos de todo este mundo virtual em que vivemos e aproveitarmos mais a vida real.

 

   Seguindo os lemas "A vida era muito mais fácil quando Apple e Blackberry eram somente frutas", "Em vez de desperdiçarmos a nossa vida em frente ao computador, preferimos desperdiçá-la no parque" ou " Desconecte-se para se conectar", surge um novo comportamento social como contracorrente ao uso  excessivo da tecnologia. Citando o artigo, "é o apelo a uma vida unplugged, à recuperação do tempo perdido em redes sociais como o Facebbok ou o Twitter. Em vez de publicar pensamentos e opiniões online (à espera que os amigos respondam com likes ou comentários), este movimento valoriza o tempo passado com os amigos, as actividades ao ar livre e até uma maior produtividade no trabalho (longe das redes sociais).

  

   Um dos exemplos deste novo comportamento é o Manifesto Sabático, criado por um grupo de artistas judeus, que afirmam ter recuperado rituais antigos ao escolher um dia da semana para desconectar, descontrair, reflectir e estar com as pessoas de quem gostam. São dez os mandamentos para atingir este objectivo, dos quais evitar a tecnologia é o primeiro, sendo que sábado estão totalmente offline.

 

   Não deixo de concordar com este ponto de vista. Embora seja apreciadora das novas tecnologias, a verdade é que por vezes perdemos demasiado tempo com elas, especialmente (no meu caso) com facebooks e blogs. Não sou de todo a favor de renegarmos a evolução dos tempos e seguirmos todos o exemplo daquelas pessoas que não têm telemóvel ou sequer televisão. Acredito que determinadas tecnologias fazem de tal maneira parte da vida actual que não podemos sequer conceber a ideia de vivermos sem elas. "Renegar a interacção que a tecnologia permite é retroceder no tempo", diz o artigo. 

 

   Mas é um facto que muitos de nós se tornam totalmente dependente destas coisas e passam a viver numa espécie de realidade virtual nada benéfica. Ainda o artigo, "o ideal será atingir um ponto de equilíbrio, como aconteceu com a televisão". É esta a minha postura: encontrar um ponto de equilíbrio. Não vivo sem espreitar os meus blogs, sem actualizar o meu blog e o meu status no Facebook. Ainda assim, saber a vida dos outros pelo Facebook cada vez me interessa menos e há mesmo dias em que não tenho qualquer pachorra para postar seja o que for (como facilmente se percebe pelo ritmo lento deste blog). Já para não falar da televisão, que passo dias e dias sem ligar. Parece-me que a atitude será esta. Vivermos com as tecnologias e os gadgets sem nos esquecermos da vida real, porque afinal é esta que conta.