Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Tudo o que temos cá dentro

 

Uma pessoa pode caber dentro de outra. Às vezes até duas ou três.
Um navio cabe dentro de uma gota de água.
Uma biblioteca inteira pode caber dentro de uma cabeça.
A sua banda preferida cabe perfeitamente entre as suas orelhas.
Uma nação pode caber numa bola. E um povo numa única palavra (Paz).
Um bairro, uma cidade, um país, cabem em três letras (www). E tudo isto cabe aqui (internet de banda larga).
 
   Estas palavras servem de mote a um novo spot publicitário da TMN. A primeira vez que o ouvi aumentei de imediato o som do rádio. Quando o vi na televisão, gostei ainda mais. As palavras exactas conjugadas com as imagens perfeitas.
 
   Tudo isto me fez pensar quanto de tanta coisa cabe dentro de nós. Cá dentro cabem pessoas, momentos, sentimentos, odores, sabores, imagens. Cá dentro há espaço para o amor, para a raiva, para a alegria e para a tristeza. Há espaço para lágrimas e sorrisos. Nossos e dos outros. Há espaço para recordações e há sempre espaço para novas ideias. Dentro de nós há espaço para tudo o que quisermos guardar. Cabe o que temos e o que já tivemos. Cabem aqueles momentos que nos cortam a respiração e aqueles que nos fizeram sentir as piores pessoas do mundo. Cabe aquela música que não conseguimos deixar de cantarolar e aquela outra que o nosso pai ouvia quando ainda mal sabíamos o que era a música, mas que gostávamos de dançar. Cabe aquele livro que lemos de uma vez só, aquele que mexeu connosco até às entranhas e aquele que não passou de uma valente desilusão. Cabem todos os filmes que nos levaram às lágrimas, de riso e de choro. E ainda cabem os cozinhados da nossa mãe e aquelas porcarias todas que comemos nos dias de maior descontrolo (hormonal, pois está claro!).
   Dentro de nós o espaço é infinito e, bem arrumado e acomodado, o infinito cabe dentro de nós. Sem aquela sensação de carregar o mundo nas costas, mas com a sensação de que somos tudo o que temos cá dentro.

 

1 comentário

Comentar post