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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Do regresso às aulas (oh tempo volta para trás)

 

   Lembro-me que gostava bastante desta época que antecedia o regresso às aulas, vulgarmente conhecida como a época em que compravamos o novo material escolar. Nunca tendo apreciado signficativamente mochilas e estojos, que reutilizava de um ano para o outro, gostava sobretudo de comprar os cadernos e as canetas. Dos cadernos, porque gostava de lhes sentir o cheiro a novo e folhear as suas páginas ainda em branco. Das canetas, porque implicava escolher as cores (sim, eu gostava sempre da laranja, da rosa, da roxa, da vermelha, da verde, da azul céu...), se iria escrever com tinta de gel ou tinta normal, se eram de bico fino ou bico mais grosso...depois havia o corrector (fita, pincel ou caneta?), a borracha (branca, sempre, mas pequena ou grande), a lapiseira ou o lápis, o aguça de preferência que guardasse as aparas, e as capas e dossiers, às dezenas, de todas as cores e feitios que sempre gostei de ter tudo muito organizado e acessível. Com os tempos modernos chegaram aqueles marcadores de livros tipo pequenos post its de várias cores e, ponto fundamental, a agenda para o novo ano lectivo!

   Eram momentos felizes. Estes e os dias em que finalmente estreava o meu novo material. O prazer que me dava preencher a primeira folha de um caderno novo! O perfeccionismo era (É!) tal que chegava a rasgá-la e copiá-la uma data de vezes até ficar imaculadamente perfeita...(a minha costela neurótica a manifestar-se!). Desses tempos permanece ainda o gosto por comprar cadernos e caderninhos, agora em jeito de blocos de notas, e de ter sempre canetas e mais canetas comigo (azuis! sempre tive uma aversão a escrever com preto), de preferência sem publicidade à churrasqueira da esquina ou ao candidato à Junta de Freguesia.

   Talvez fosse a meninice a falar, mas o certo é que enquanto somos jovens, é muito mais fácil sentirmo-nos satisfeitos e felizes.

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