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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Amanhã é dia de boda...

 

   Amanhã vou a um casamento. O giro nisto é que não conheço a noiva ou o noivo (não, não sou uma espécie de fura casamentos). Ora se eu já gosto pouco de casamentos, este então é mesmo para adorar. E depois, pensando bem no que é ser convidado de um casamento, facilmente percebemos que se trata de uma coisa pouco positiva. Senão vejamos:

   - gastamos dinheiro numa vestimenta que usaremos uma ou duas vezes durante toda a vida (da minha parte, guilty nos sapatos, porque o resto vai ser tudo reciclado);

   - passamos a última semana a recear que o tempo esteja demasiado frio ou demasiado quente e a roupa que escolhemos nunca parece a opção certa.

   - temos de nos preocupar com cabelos e unhas e pés e depilações e todas essas futilidades.

   - gastamos dinheiro na prenda - que dor de alma - e é mesmo dinheiro, porque hoje em dia ninguém casa sem ter uma casa repleta de tudo o que precisam e não precisam.

   - não conseguimos fugir daquele pensamento do "será que com esta prenda estou a pagar a despesa que estão a ter comigo?" - mas então não somos convidados? Então porque raio nos temos de preocupar se estamos a cobrir a despesa do restaurante? Se assim for, mais vale não convidar!

   - resumindo: é despesa atrás de despesa, inutilmente, quando há tanta coisa boa e gira onde podiamos gastar o nosso dinheiro.

   - por norma, levamos com verdadeiras secas, entre missas, fotografias, beijinhos, felicidades e copo de água.

   - são verdadeiros ataques à boa forma e à boa alimentação, porque não fazemos mais nada a nada ser passar horas sentados a encher a barriga com todas as porcarias que nos pôem à frente.

   - nunca falta o momento pimba da festa, com o apita o comboio e o nós pimba e o mais que o valha.

   - a dada altura já não existe mais do que conversa de circunstância - que no caso deste casamento vai ser unicamente com o meu namorado, já que não conheço ninguém.

   - há sempre alguém insatisfeito com os companheiros de mesa.

   - há sempre alguém que parte um copo enquanto o martela com um talher ao som do "beijo, beijo...". A sério, qual o casal recém casado que precisa de incentivos para um beijo? É que ele soa sempre falso e envergonhado.

   - não paramos de questionar onde será a lua-de-mel e roemo-nos de inveja dos noivos porque "vão de férias".

   - há sempre piadas estúpidas acerca da noite de núpcias.

   - o bolo dos noivos é sempre uma coisa assustadora, branca, carregada de açucar que só de olhar faz uma terrível dor de dentes.

   - embora não directamente relacionado, este dia é smepre um momento de stress e tensão para os noivos, quando deveria ser o tal dia mais feliz das vidas deles, o conto-de-fadas e etc, etc.

   Assim de repente não me lembro de mais nada, mas prometo estar atenta amanhã para descobrir mais pormenores para esta piquena crónica de escárnio e mal dizer das bodas.