Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Home alone

 

   De cada vez que fico uns dias sozinha em casa percebo que viver sozinha era mesmo aquilo que eu estava a precisar neste momento. Se calhar até mudaria de opinião pouco tempo depois de passar pela experiência e sentir as responsabilidades e o peso da mesmo, mas pelo que vou "experimentando", esta independência é uma coisa que me satisfaz bastante, depois de 26 anos a viver acompanhado pelos meus papis que, coitadihos, são os melhores do mundo e vão morrer no dia em que eu sair de casa! Sinto-me terrivelmente bem sozinha (com o gato por perto, claro!)e nem as inevitáveis tarefas domésticas me atrapalham. Pelo contrário, esta casa parece muito mais organizada e arrumada quando não há cá mais ninguém e posso fazer as coisas precisamente à minha maneira! E que bem me sabe chegar a casa e não encontrar absolutamente ninguém e apenas o sossego, a ausência de perguntas e o rum rum do gato. Talvez aquilo que mais me custe seja acordar a meio da noite e perceber que não há mais ninguém em casa e que, precisando de alguém, não está lá ninguém, mas até esse pensamento rapidamente se vai para dar lugar aquele sentimento de liberdade de poder fazer o que quiser sem incomodar alguém, poder ouvir música alto, poder entrar e sair sem dar satisfações, poder comer à hora que quero e o que quero (haverá mães que não se preocupem excessivamente com a nossa alimentação?), poder preguiçar toda a manhã, comer no sofá, tomar o pequeno almoço e ler um livro ao mesmo tempo, acordar às 6h30 da manhã num sábado de suposto descanso e não ter receio dos barulhos que podemos ou não fazer para não acordar ninguém...e podiamos ir por aqui fora...

   Talvez seja egoísmo e não perceba a sorte que tenho por poder viver com os meus pais e passar para eles uma série de responsabilidades domésticas e financeiras, mas, sinceramente, viver sozinha era algo que me ia ser bastante favorável neste momento em que sinto que preciso de crescer cada vez mais...Infelizmente, para já, a experiência limita-se a uns diazitos...

1 comentário

Comentar post