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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Filhos: o porquê do meu não

   Uma leitora aqui do cantinho deixou um comentário muito simpático num dos posts, onde referiu se ter identificado com o facto de eu afirmar não querer ter filhos. A essa identificação acrescentou uma questão: o que me leva a dizer que não quero ter filhos?
   Bem, uma questão complexa...mas pensando na possível resposta só há uma coisa que me ocorre: eu nunca pensei de outra forma! Eu nunca, sequer, brinquei com Nenucos e no brincar às casinhas nunca houve essa história das mães e filhas. Simplesmente, o instinto maternal nunca esteve em mim. E se me foram alertando para o facto de ele poder surgir com a idade, gosto de acrescentar que, quase com 27 anos, não sinto uma pontinha sequer desse instinto, não faço a miníma ideia do que isso seja, não me sinto atraída por bebés e criancinhas e, mais importante que tudo o resto, quando penso no futuro, quando penso em mim no futuro, nunca vejo crianças. Quanto muito, vejo o meu afilhado, vejo-me a dar-lhe prendinhas e a levá-lo a passear algumas vezes. Crianças minhas, nem uma. Nem o projecto de uma!
   Acredito que o instinto maternal é algo muito forte, que se manifesta desde cedo (há crianças que adoram bebés!) e que a idade amadureça e intensifica. Acredito que a vontade de ser mãe não surge de um dia para o outro. Acredito que ter filhos não é resultado de uma bonita história de amor. E acredito, sinceramente, que ter filhos deverá ser das melhores experiências do mundo. Mas também acredito que uma pessoa pode ser feliz e sentir-se realizada sem filhos. Como em muitas outras questões desta vida, é uma opção e como opção que é tem sempre duas possibilidades, ambas válidas, ambas possíveis e ambas correctas. Ah! E ambas absolutamente e completamente naturais!
   Espero ter respondido sem repetir o que já aqui tenho escrito sobre o tema.

 

 

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