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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Um daqueles momentos que nos fazem recordar que cada dia é a maior das bençãos

   Na quinta-feira passada agendei uma visita domiciliária com uma nova utente de um dos nossos centros. O objectivo, para além de conhecer a senhora, era iniciar acompanhamento/apoio psicológico devido a um cancro da mama em fase terminal, estendendo esse apoio à única filha da senhora, que apesar dos seus 36 anos, vivia isolada do mundo desde o início da doença da mãe, num estado depressivo preocupante.

   Ontem, à hora marcada, estava à porta da senhora. Toquei à campainha e demoraram a abrir. Depois de nova insistência, surgiram-me dois polícias à porta...a Sra. I. tinha falecido há menos de 30 minutos...e de repente o mundo caiu-me ali aos pés, ao ouvir a sua filha dizer tanto em tão pouco..."morreu". É daquelas situações em que ficamos sem saber o que fazer. Nem sequer cheguei a conhecer a senhora, mas o facto de na véspera ter falado com ela, ter agendado algo com ela, de o meu colega enfermeiro ter estado com ela e nada fazer prever aquele fim tão rápido. E isto só vem mostrar que nós não somos nada, que o dia de amanhã é uma incógnita apesar dos mil e um planos que fazemos, que nada é uma certeza e que esta passagem é sempre curta de mais para desperdiçarmos o nosso tempo em coisas mesquinhas e absolutamente ridículas que só nos tiram beleza à vida.

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