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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

"...comem-se sentimentos sob a forma de alimentos"

   Ao ler a revista Saber Viver deparei-me com este título: Fome ou vontade de comer? e pensei de imediato 'been there, done that. 

   Quem nunca sentiu vontade de devorar algo doce ou de comer um pacote inteiro de bolachas apòs um momento de maior tensão, nervosismo ou stress? E quem já não sentiu vontade de o fazer precisamente após ter terminado uma refeição? 

   Ao que parece, é nos momentos em que nos sentimos emocionalmente mais frágeis que esta fome emocional ataca, uma "fome psicológica que surge repentinamente e que,na maioria das vezes, leva a um apetite seletivo, fazendo-nos comer alimentos específicos" e eu acrescentaria: e quase sempre pouco saudáveis. Estamos, desta forma, a tentar incluir dentro de nós qualquer coisa que nos falta, tentando preencher um vazio com alimentos. 

   Eu sinto, quase diariamente, isto. A maior parte das vezes exactamente a seguir ao almoço ou ao jantar, ou ao final do dia, quando chego a casa, mesmo que lanche. Ao fim de semana é raro acontecerem, até porque são dias em que ando mais relaxada. Rapidamente percebi que era uma fome psicológica e raramente cedo aos seus caprichos e sempre que a sinto isso significa que estou nervosa ou ansiosa. Tendo uma personalidade internalizadora, nem sempre é fácil para mim identificar um estado de ansiedade, muito menos deixar que os outros o percebam e é com estas pequenas coisas que os identifico. 

   Eu gostava mesmo muito de ser daquelas pessoas que quando está nerrvosa perde a vontade de comer, mas calhou-me precisamente o contrário. Não se tratando de um apetite voraz e incontrolável, causa algum mal estar. O truque é focalizar a nossa atenção noutras actividades compensadoras, distractoras e potenciadoras de prazer. Comigo isso resulta perfeitamente, desde que encontre a actividade perfeita. Praticar exercício físico é uma delas. Só temos que descobrir meia dúzia delas e fechar a boca!