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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

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...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«Lar Doce Lar», no Teatro Sá da Bandeira

 

   Ontem à noite fomos ao teatro. A escolha desta vez recaiu sobre a peça "Lar doce lar", com o Joaquim Monchique e a Maria Rueff. E que bela escolha! Fui unicamente motivada pelo facto de ser uma peça com estes dois actores, de cujo trabalho nem sou seguidora mas que aprecio, e pelo facto de já andar há algum tem "na estrada" e ter sempre salas esgotadas. Depois de ver a peça, compreendo o porquê.
   A peça passa-se numa residência sénior para "séniores de qualidade", onde duas idosas dividem um quarto mas disputam a mudança para um quarto individual. A partir daqui temos toda uma série de cenas muito engraçadas que retratam muitas vezes na perfeição esta coisa de se ser velho rico a viver num lar de luxo, com algumas personagens "mais jovens" à mistura, mas sempre protagonizadas por estes dois actores.
   Não desfazendo a prestação da Maria Rueff, que tem imenso jeito para a comédia, o Joaquim Monchique está perfeito neste papel de velha rica. Quem lida diariamente com idosos reconhece tantos e tantos trejeitos que eles têm e que o Monchique conseguiu absorver na perfeição. Quanto ao resto e resumindo, são duas horas de gargalhadas garantidas. Por isso, se vivem no Porto (até 14 de Abril) ou em algum local por onde a peça eventualmente ainda passe e se querem esquecer este cinzentão da vida e dar umas boas gargalhadas, não hesitem em ir ver. Vale cada cêntimo do bilhete.