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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

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...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Institucionalização: Para um final feliz

   O internamento em lar de 3ª idade é uma mudança que exige esforço de adaptação e aceitação. Essa transição representa um impacto causado pela perda de referências e do sentimento de pertença, o que tem repercussões no estado emocional, mental, cognitivo e na saúde de quem vive num lar. A partir da admissão, a pessoa perde a possibilidade de administrar o seu tempo, o seu espaço, as suas decisões e relações. O seu querer é o querer da instituição. A vontade individual fica submetida à vontade e às decisões administrativas da instituição e a sua vida limita-se, muitas das vezes, a uma sucessão de dias prostrado num sofá.
   Esta é a ideia geral daquilo que é a vida num lar de terceira idade. Importa mudar e pôr termo a estas premissas.
   A institucionalização de idosos não tem, nem deve continuar a ser encarada como uma espera dolorosa pelo final. Há que continuar a promover a saúde dos idosos, encarando-a sempre como “um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas como ausência de doença” (OMS). Cabe-nos a nós, psicólogos e neuropsicólogos, juntamente com uma equipa multidisciplinar, contribuir para a mudança de mentalidades e realidades. Importa sensibilizar os responsáveis pelos lares para a importância da autonomia, estimulação e mobilização do idoso institucionalizado. Importa mudar a mentalidade da população que “atira” os seus velhos para a solidão. E, acima de tudo, importa motivar os nossos idosos, ensinando-lhes a viver a sua velhice de uma forma saudável e activa, longe da passividade de quem aguarda o final dos dias. Para isso, há que continuar a estudar esta população, desenvolvendo mais e melhores estudos que permitam afirmar, com cada vez mais certezas, que a institucionalização de idosos permite um final feliz.

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