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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Dor e Sofrimento

   Diz-se indiferentemente «dói-me» e «sofro». (...)

   A dor é consequência de um dano físico do corpo. Obedece às leis da fisiologia e manifesta-se por queixas, por vezes gritos, e necessita de um tratamento sistemático com medicamentos. A dor é uma experiência individual, solitária, da qual é necessário identificar a origem para se poder tratar a causa. Toda a dor física acarreta naquele que a suporta um sofrimento psicológico secundário à forma como ela é vivida.

   O sofrimento existe sem dor física e faz parte da condição humana. Este sofrimento psíquico ligado à existência não precisa de medicamentos. Ele exige expressar-se por palavras, ser escutado e entendido. Ele precisa de ser partilhado com aquele que o compreende e que assim o poderá aliviar.

   A vida faz sofrer. E esse sofrimento não pode ser aliviado com químicos. É necessário permitir-lhe que se exprima e proporcionar àquele que o suporta a ajuda eficaz da relação humana disponível, calorosa e compassiva. Se a dor física é vivida na solidão e só pode ser aliviada com medicamentos, o sofrimento psíquico pode ser partilhado pela compreensão e pela escuta voluntária. Quando a partilha é impossível, entramos no domínio da patologia e nos limites do psicoticismo.

   As dores físicas obedecem a regras quase mecânicas. O sofrimento psíquico obedece a mecanismos psicológicos. Faz parte da vida humana. Ele é a vida, testemunha dos nossos afectos em reacção aos acontecimentos dolorosos que atravessamos e não constitui uma patologia mental, mas uma experiência da qual é necessário tirar proveito.

 

Influências da leitura de "A força para curar", de Édouard Zarifian

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