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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

I wish nothing but the best for you...

 

   Desde que a Adele lançou a sua mais que famosa e ouvida (até à exaustão!) "Someone like you" que vão surgindo aqui ou acolá alguns comentários controversos relativamente à essência desta música. Dizem os "entendidos" que a senhora que canta só pode estar doida ao escrever uma música a desejar as maiores felicidades do mundo ao um ex na sua nova vida com a sua nova cara-metade. Não consigo deixar de abanar a cebeça pernate comentários/opiniões deste género, pois não vejo qual o mal de tal atitude. A verdade é que eu nunca percebi porque é que quando uma relação termina temos de passar a odiar a outra pessoa e a desejar-lhe o pior do mundo e arredores, ao ponto de transmitirmos esses sentimentos negativos para alguém que, futuramente, venha a ocupar um lugar que algures já foi nosso.

   Claro que é importantíssima a forma como cada relação termina, pois isso acaba por determinar um pouco os sentimentos que pomos nesse final e a forma como o vivemos e nos preparamos para um futuro separados de alguém que foi importante para nós. Mas, até mesmo em casos mais extremos e dolorosos e imperdoáveis, não vejo o motivo de não querermos a felicidade de alguém, ainda para mais quando esse alguém até já nos fez feliz, ainda que momentaneamente.

   No amor que termina, como em muitas outras situações da nossa vida, não devemos ficar presos ao passado e viver de rancores e mágoas. É preciso, é fundamental, sermos capaz de ultrapassar a situação. De vivê-la intensamente, de sofrer, chorar, gritar, questionar, negar e depois de tudo isso aprender a viver com a nossa nova condição, e isso só acontece quando aceitamos o que nos acontece. Não esquecemos, porque há muita coisa que nunca se esquece, mas aprendemos a viver com isto ou sem aquilo. É este um dos meus principais lemas de vida e que se adapta a tantas e tantas situações da nossa vida: não esquecer, mas reaprender a viver...ou se preferirmos a simplicidade da língua inglesa, que tantas vezes noa ajuda a descomplicar sentimentos, é o "get over it", que tanto nos custa mas que tão bem nos faz.

   Por isso, para que todos nós possamos ser como a Adele e escrever uma música a desejar o melhor a quem nos partiu o coração, o que há a fazer é "get over it", limpar o coração, guardar o que de melhor vivemos, aprender a lição quando há para aprender e seguir em frente. Só desta forma seremos capazes de não atravessar a rua quando nos cruzamos com alguém que já caminhou ao nosso lado.