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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Tudo o que não deve ser um casamento


   Se, quando surge um convite para um casamento, a expressão que se ouve é "oh não! Que seca!", alguma coisa está muito mal. É suposto este ser um dia de festa para os noivos junto daqueles que lhes são mais queridos e que, por isso, escolheram para estar ao seu lado neste dia. Mas a maior parte das vezes não é isso que acontece. O que acontece são dias estupidamente longos, cansativos, saturantes, entediantes muitas vezes e quase sempre acompanhados por características metereológicas que não ajudam nada.

   Depois de mais um casamento que, para mim, representou tudo aquilo que um casamento não deve ser, começo a fazer uma lista de tudo o que não deveria mesmo acontecer neste dia que é suposto ser de magia e não de magia negra. Ora então:

   - Tremenda falta de respeito pelos convidados essa mania das noivas chegarem atrasadas à cerimónia...não, não é chique e fica muito mal, como qualquer atraso;

   - Muita atenção escolha do padre. Se calhar vale a pena ir ouvi-lo numas missinhas antes e se ele faz muito propaganda política ou às festas da freguesia se calhar é sinal de que a cerimónia vai ser para lá de entediante;

   - Não marcar casamentos para hora de almoço. Inevitavelmente os convidados acabarão por passar horas de pleno jejum, à espera de um almoço que só chegará pela hora do jantar;

   - Não ter a infeliz ideia de servir as entradas "cá fora" quando os termómetros marcam para cima de 30 graus...é mau para os convidados e é muito mau para a qualidade da comida;

   - Nunca, mas nunca, fazer a tradicional sessão de fotos com todos os convidados no formato individual, familiar, agora os primos, agora os tios, agora os amigos, o cão e o gato antes de deixar a barriga dos convidados minimamente composta, especialmente quando ao final da tarde continuam apenas com o pequeno almoço;

   - Ter em atenção a escolha da música de entrada na sala de refeições (sim, porque isto agora não há passo de noivos sem música como pano de fundo). Escolhas como "who let the dogs out" e outras letras que dizem que "every tear drop is a waterfall" deixam-nos a pensar o que será isso do casamento;

   - Variar um bocadinho nas ementas...já começa a ser da praxe o binómio "casamento-bacalhau";

   - Ter em atenção o bem-estar e a saúde dos convidados e não os brindar às 20h com uma ementa que diz entradas - sopa - prato de peixe - coisinha para desenjoar - prato de carne - sobremesas - bolo da noiva - mesa de bolos e frutas - para mais tarde francesinhas e pregos e moelas e bifas e tudo o que mais se possam lembrar para comer lá paras 3h da manhã que é a melhor hora para se comer estas refeições levezinhas - e ainda cházinho e bolachas (para o pequeno almoço, pergunto eu?)...eu sei que nos deram horas e horas de jejum mas será humanamente possível consumir-se tudo isso em tempo útil?

   -  Aqueles videos com fotografias do casal em pequeninos, onde não falta a foto do banho, e depois as fots dos dois juntos...mixed feelings...achava-lhes uma certa piada, até ver toda a gente fazê-lo...agora acho que é preciso fazê-los com muita imaginação e originalidade e, definitivamente, sem fotos de banhos;

   - Fogo de artificío...eh pá, não. Completo cliché!

   - Festas que 12h depois da hora marcada no convite para o início ainda não terminaram...desumano! Nem pensem nisso. Não há diversão que dure tanto tempo.

 

   Resumindo: há que fugir dos clichés e há que tornam o dia memorável pelos melhores motivos e não pela valente seca que os convidados foram obrigados a aguentar. Fazer um casamento bonito é cada vez mais difícil, fazê-lo simples e bonito parece que é ainda mais. Eu sou apologista do curto, barato e sem muitos arranjos. Se vemos algum convidado a bufar ou a abanar-se com um guardanapo alguma coisa está a correr mal..

   Há que ser capaz de fazer deste dia um dia realmente mágico e especial e, para isso, não são precisas festas de 24h, comidas que davam para alimentar uma IPSS durante uma semana e surpresas prometedoras que não são mais do que coisas que vemos em tooooodos os casamentos. É bem mais simples, mais rápido, mais económico e, acima de tudo, bem mais feliz!

  

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