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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sentir

"Gosto tanto de a sentir cá", disse-me hoje a Sra. C., que é invisual e vive sozinha e que visito regularmente. 

Provavelmente, foi das coisas mais bonitas que me disseram até hoje evolhem que eu tenho um belo repertório de miminhos que os meus velhinhos me dão. Esta frase, aparentemente tão simples, deixou-me a pensar nas infinitas vezes que passamos pela vida e pelas pessoas, ou deixamos que elas passem por nós, sem verdadeiramente sentirmos. Na correria diária e mascarados de pessoas extremamente ocupadas e cansadas e mal dispostas, deixamos que tudo passe a um ritmo alucinante, momentos e pessoas, e esquecemo-nos que o mais importante desta coisa complicada mas fascinante a que chamamos vida é sermos capazes de sentir. E com as pessoas esta importância duplica. Mais importante que vermos que alguém está bem, de ouvirmos a sua voz, é sentirmos essa pessoa, ainda que tudo o resto seja escuridã, silêncio e nada. 

Quando sentimos sabemos que as coisas são reais, por isso é que é tão difícil fazê-lo ou arranjar tempo para fazê-lo. Ou coragem. Que isto de sentir a vida em vez de só vivê-la tem tanto de bom como de menos bom e é por isso que é tão bom. 

Vamos sentir cada pequeno nada da vida, sim?