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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Esses tempos idos, dos primeiros dias de escola

«E começavam as manhãs em que as letras surgiam uma a muma, as vogais , as cantigas das vogais cantadas em coro. Cada uma das consoantes desenhada vinte vezes numa linha. As consoantes picotadas em papel de lustro. A letra "B". A letra "C". A letra "D". E o livro de leitura, o Papu em todos os textos: o "B"arco do Papu, o "C"ão do Papu, o "D"ado do Papu. Um "b" e um "a", "bá", um "r", "bar"; um "c" e um "o", "có": "barcó". E, a essa velocidade, o nosso mundo. Á janela, um frasco de iogurte, vidro lavado, com um algodão embebido em gotas de água, a proteger um feijão espigado. E nós, todos os dias, todos os dias, a irmos vigiar o feijão. Entre esse, o dia em que a menina mais bem-comportada foi ter com a professora e disse: "Minha senhora, o feijão começou a germinar.". Importante e solene.»

«Abraço», José Luís Peixoto

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