O corpo

Juliane Paes
O corpo pode tornar-se uma obsessão?
Esteve em debate na Sic esta noite.
Sim, pode. Pior. É uma obsessão. Basta vermos todas as capas de revistas internacionais, as ditas ícones da moda, dos filmes, das séries. O que tem todas elas em comum (com a excepção de uma ou outra)? São todas magrérrimas, ao ponto de eu me questionar frequentemente se é esse o significado de beleza e elegância. Viva às brasileiras e às mulheres latinas que gostam de umas boas curvas.
Sim, eu cuido do corpo. Preocupo-me com a alimentação, com o peso, com a celulite (grrrr). Mas preocupo-me com conta, peso e medida. Preocupo-me com a globalidade. Com a saúde, em todas as suas vertentes - um bem estar bio-psico-social. Tenho curvas, e quero continuar a tê-las. Curvas mesmo e não ossos "à mostra". Já vesti o 32 de calças durante algum tempo e, sinceramente, não gostei de me ver. Hoje "sou um 34" e em alguns modelos um 36 e sinto-me muito mais bonita.
Se se pode tornar uma obsessão? Já se tornou! E as imagens que nos chegam não ajudam em nada a mudar essa situação.
Ainda assim, 60% da população portuguesa tem excesso de peso. Não sei o que será mais preocupante.