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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Anos entre livros

   Todas as quintas-feiras à noite quando regresso das sessões de orientação da tese o meu pensamento foge sempre para o mesmo lugar: desde os 5 anos a estudar e ainda não parei....Foi a escola primária, a escola secundária, a faculdade, a especialização e agora o mestrado, tudo isto intercalado com cursinhos e formações. Em tudo bem sucedida. E depois questiono-me onde vamos buscar as forças para tanta dedicação, tanto empenho, tanto redefinir de prioridades.

   Retrospectivando, nunca me queixei por ter de estudar. Ok! Dias houve em que a vontade não era muita e posso te lançado uma ou outra palavra menos simpática aos livros, mas lamentar-me por ter de estudar, isso não. A explicação poderá estar na ambição, nos sonhos, nos desejos de realização. Sempre vi os estudos como forma de chegar onde queria, de ser quem queria, de ter o que queria. Investir na minha formação sempre foi uma prioridade. Dar o máximo e ser boa nisso era a palavra de ordem. Eu, que chorava quando, na escola primária, faltava às aulas por doença. Talvez seja obsessiva. Talvez. Ou talvez goste de desafios, de ser desafiada e vencer esses desafios.

   Gosto de livros. De estar rodeada deles. De aprender com eles. Embora seja muito selectiva nas aprendizagens que faço. Se gosto, óptimo, se não gosto, não há forma de manter a informação na minha cabeça. E por isso, todas as quintas-feiras, regresso a casa cansada, com a cabeça no trabalho que já fiz e no muito que ainda tenho para fazer. São desafios. Mãos à obra! Mas terminada esta batalha, considero seriamente fazer uma pausa nos estudos. Pelo menos estes grandes estudos. Já preciso. Eu, a minha cabeça, o meu espírito e as pessoas que me rodeiam que já estão fartas de ouvir sempre a mesma resposta: "Tenho trabalho para fazer".

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