Porque amanhã vou estar num aeroporto

«Sempre se sentira fascinado por aquele ambiente. O turbilhão das cores e do movimento, das montras e dos passantes, levou-o a um estado de semiembriaguez, anestesiando-o num embalo relaxante. Tudo ali era dinamismo, vida. Olhar aquelas pessoas, de todas as nacionalidades, de diferentes proveniências e para inúmeros destinos, pelas mais variadas razões, convidava-o a fantasiar e a construir enredos, muitas vezes fascinantes. Adorava voar, e o voo começava ali mesmo. Em terra.»
"A Cruz de Génio", de Sérgio Lorré