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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

No meu deserto - dia 1

   O despertador toca às 5h45m e, incrivelmente, salto da cama com toda a força e vigor. Uma longa viagem me espera, muitos kms a serem percorridos, muitas imagens a serem captadas, imensos lugares novos serão descobertos.

   Espreito pela janela e encontro esta bela vista...Esta viagem promete!

 

   6h45m - Toda a nossa caravana está já reunida no autocarro, pronta para partir em direcção ao Sul da Tunísia. Primeiras impressões: temos o melhor dos grupos. Um conjunto de cerca de 50 pessoas, portugueses e espanhóis e um guia que fala um espanhol aportuguesado perfeito e que se revelará uma verdadeira enciclopédia humana.

 

   8h30 - Primeira paragem: EL JEM, um dos maiores coliseus romanos e o mais bem conservado do mundo.

   Impressionante. Imponente. Histórico.

Foto retirada da internet

   A viagem prossegue por entre estradas que cruzam pequenas povoações que nos prendem a atenção tal é o contraste entre eles e nós. A impressão que ficará é a de que uma guerra passou por ali bem recentemente e o povo esqueceu-se de retomar as suas vidas. As casas limitam-se a 4 paredes, onde não falta a tradicional porta azul, há um terraço por acabar e fica-se por aqui. Estradas, só aquela por onde viajamos, tudo o resto é terra e pó.

   Paragem para almoço: o primeiro desafio da viagem. Um restaurante tipicamente tunisino, com refeição tipicamente tunisina e de higiene sempre duvidosa, não estivessemos nós em África. Os guardanapos não eram suficientes para tanto limpar de copo e talheres. O almoço? Umas entradas que ninguém descobriu o que eram e "Cus Cus de frango". Não foi mau de todo, mas o medo de ficar doente vencia a vontade de comer.

   Seguimos, desta vez já fora da auto-estrada, que ainda só chega até meio do país. Felizmente, diria eu, pois assim temos um maior contacto com aquela terra e aquela gente. Cruzamos os seus caminhos e as suas vidas e por onde passamos os olhares viram-se na nossa direcção e todos acenam para nós.

   Eis que chegamos a MATMATA, terra dos povos bérberes, aqueles que vivem debaixo da terra, em casas tipo gruta construidas por eles. Uma simpática família deixou-nos visitar a sua "casa" por dentro e posso afirmar que possuiam as condições mínimas de habitabilidade.

   Podem reconhecer estas imagens de filmes como Star Wars, ou até mesmo o Paciente Inglês. Uma paisagem impressionante, de facto.

 Foto retirada da internet

   Daqui seguimos para o melhor dos melhores: DOUZ, a porta do Deserto!!! Escusado será dizer que por esta altura a temperatura atingia os limites de qualquer termómetro, mas ainda assim, era um calor mais suportável que o calor de outros locais, como por exemplo, junto ao mar.

   Aqui esperava-nos uma magnifica e inesquecível viagem de camelo, entrando pelo deserto do Sahara.

   Foram momentos únicos e inesquecivéis. A primeira sensação ao montar um camelo não é a mais agradável. A altura é imensa e a forma como os animais se levantam não é a mais pacífica, mas, como muitas coisas na vida, "primeiro estranha-se, depois entranha-se". E de que modo. Quando terminou, só queria ir outra vez...e outra vez...e outra vez!

   Fizemo-nos à estrada com areia de ambos os lados. Seguimos em direcção a TOZEUR, onde vamos passar a noite. Antes disso, tempo para conhecer-mos o enorme Lago Salgado, em pleno deserto.

   Desengane-se quem pensa que por ser lago tem água. Embora pareça na imagem, o lago está completamente seco. Não há água nenhuma, apenas algum sal, que vai sendo extraído. E calor, um calor imenso. Quase tão imenso como a paisagem. Uma estrada infinita, deserta, rodeada por um areal imenso, infinito.

   Cerca de 1h depois, a tão desejada chegada ao Hotel Sofitel Palm Beach *****, em Tozeur. Um hotel de cortar a respiração. Completamente "1001 noites".

   Depois de uma merecida refeição, tempo para um reconfortante banho às 23h na piscina de água natural, vinda de um oásis perto dali. Mais uma vez, o calor. Mesmo àquela hora, o termómetro rondava os 40º.

 

   Fim do 1º dia. Exausta. Mas feliz. Realizada. E apaixonada por aquele país, por aquela cultura, por aqueles locais. Mas, principalmente, maravilhada com tudo o que é o deserto.

   O dia seguinte começa cedo. 4h e o despertador vai tocar. Mal posso esperar.

 

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