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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

No teu deserto - o livro

   Sou uma daquelas fãs incondicionáveis do Miguel Sousa Tavares, escritor. Iniciei-me com "Não te deixarei morrer David Crocket" (e que belo início! Dá vontade de ler, e reler, e reler...) e fui por aí fora a viajar com o "Equador" e depois com o "Rio das Flores". Quando soube que o MST tinha lançado um novo livro, a minha lista de livros a ler conheceu de imediato um número um. Parecia-me a mistura perfeita: MST, o deserto, a promessa de um quase romance, uma espécie de amor, um tributo a uma menina mulher e um livro de apenas 125 páginas (Ok, aqui confesso que fiquei um pouco surpresa e fui conferir se o autor era o mesmo MST de Equador e Rio das Flores).  Na última visita a uma grande superfície não resisti e trouxe-o para casa. Terminei nesse mesmo dia o livro que andava a ler só para me perder rapidamente no seu deserto. E o tanto que me perdi. A minha viagem durou 3 dias. Nos primeiros contive-me para ler apenas um ou dois capítulos de maneira a fazer render aquela viagem, mas ontem não resisti e fui e vim ao deserto da Argélia pelas palavras de MST.

   Que belíssima viagem. Que belíssima história. De leitura fácil, de compreensão simples. As palavras certas na linha certa, de alguém que escreve sobre o que na vida, fica por dizer. No final, a certeza de que vale a pena viver para ser descrita daquela forma. Vale a pena existir, ou ter existido, para dar forma e cor às palavras de um homem que sabe escrever, sabe do que escreve e como escreve. Como li por essa blogosfera fora, MST até poderia escrever mal, seria bom na mesma, seria uma prioridade na mesma na minha lista de livros a ler, e seria, concerteza, um dos meus contadores de histórias preferidos, na mesma. O segredo ainda está por descobrir. Ou então não. Continuemos sem perceber o que a escrita de MST tem de especial e talvez assim ele continue igual a si mesmo. Único. Particular. Característico. Ele. E os seus livros.