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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

O meu pequeno-almoço

 

 

 

 

   Variar a minha alimentação, mantendo-a saudável e equilibrada, é para mim uma preocupação e uma necessidade. O pequeno-almoço não é excepção. Desde sempre valorizei esta refeição. Não me consigo recordar de uma única vez que tenha saído de casa sem tomar o pequeno-almoço, por mais apressada que estivesse. Simplesmente não consigo pensar em começar o dia sem comer e tenho de o fazer pouco tempo depois de acordar. 

   Durante muitos anos de juventude e ignorância, empanturrei-me dos clássicos cereais de pequeno-almoço. Como nunca fui adepta do chocolate, devo ter comido toneladas de Estrelitas e outros cereais de mel. A dada altura enjoei aquilo e virei-me para os Fitness e os Special K, durante outros tantos anos, julgando que estava a fazer uma grande coisa. Até que me fui apercebendo que também esses pseudo cereais saudáveis estão carregados de açucar e depois de muito pesquisar decidi: as minhas manhãs vão mudar! E mudaram! Para melhor e mais variado. Altero diariamente o meu pequeno-almoço, que actualmente varia entre 3 grandes opções:

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 As famosas papas de aveia, que são assim a minha grande perdição desde que as descobri. Tenho esta opção de aveia em floco, quase instantanea, muito rápida de preparar no microondas, que é a opção ideal para as minhas manhãs de correria. Mas também preparo as tradicionais. Preparo-as com leite sem lactose e ás vezes com bebida de aveia ou soja, mas não aprecio tanto com essas bebidas. Adoço-as sempre com canela e por vezes com um pouco de mel. Por vezes também lhes junto fruta. Como-as 2/3 vezes por semana, especialmente naquelas dias em que sei que vou ter uma manhã mais longa e com menos tempo para pausas e ao fim-de-semana antes de ir treinar. Agora com o tempo mais frio sabem ainda melhor. 

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 O clássico pãozinho. Já há muito que deixei de comer pão branco e por isso opto sempre por pão integral, de centeio ou outros cereais mais saudáveis. Como-o sempre torrado (até porque tenho por hábito congelar o pão e descongelo-apenas quando sei que o vou comer) e acompanhado por fiambre de frango ou peru, ou queijo fresco. Para beber, uma bebida de soja, arroz, aveia ou coco e agora que o frio chegou também um leite com cevada. Quase sempre junto a isto uma peça de fruta.

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Não podia faltar o iogurte natural magro com a fruta, os cereais integreais (aveia, cevada, muesli, milho...), as sementes e tudo o que para lá quisermos enfiar. Basicamente é abrir o frigorifico, abrir o armário, ver o que há e misturar. Esta é a opção que como menos vezes porque quase sempre é a minha opção de lanche pré-treino, pelo que não gosto de repetir muito as refeições. 

 

Uma vez por semana permito-me um guilty pleasure também ao pequeno-almoço, que são os cereais. Ultimamente virei-me para os kellogs zero, sem açucar e de milho, por me parecerem os menos pecaminosos, de longe a longe volto a uma boa tigela de fitness ou special K e, recentemente, descobri o Weetabix numa promoção, provei e gostei bastante daquela consistência de papa. Eu sei que eles alegam ser baixos em matéria gorda e açucares, mas mesmo assim, apenas uma vez por semana.

Mais sugestões de pequenos-almoços rápidos, saborosos e saudáveis, há? 

 

 

Mais do que uma dieta, um estilo de vida

   Muitas vezes ouço comentários do tipo "não sei como consegues" ou "nem mesmo de férias sais da linha e perdes o controlo" relativamente à minha alimentação. Claro que estes comentários trazem sempre associada a ideia, exteriorizada ou implícita, do "tu tens é a mania das dietas" ou "não comes para não engordar".

 

   Inicialmente ouvir estas coisas irritava-me um pouco. Actualmente passam-me completamente ao lado e desvalorizo-as. Se eu as valorizasse e achasse que ainda valia a pena perder tempo a dizer uma ou duas coisinhas a estas pessoas (e aqui a minha mãe, completamente obececada com a minha relação peso/alimentação/exercício praticado, não fosse ela mãe e minha), explicar-lhes-ia que eu como tudo aquilo que me apetece e quero, ou simplesmente, como tudo aquilo que naquele momento me sinto bem a comer. Ah e tal, mas não comes como comias há uns tempos a trás. Certíssimo. Mudei significativamente a minha alimentação e guess what?, não me custou nada e sinto-me bem assim. Se mudei a minha alimentação foi porque senti necessidade de o fazer, mais do que pelas questões estéticas e de balança, principalmente como forma de cuidar da minha saúde. Não perco o controlo? Excelente! É sinal que, para mim, isto de comer bem não é uma dieta ou sequer um comportamento forçado ou imposto, mas antes um estilo de vida e a minha maneira de estar em frente a um prato. Quando as coisas surgem naturalmente em nós, a questão do autocontrolo não aparece para nos amedontrar. Eu não resisto a um buffett de doces; eu simplesmente não sinto necessidade de me empanturrar de açucar e ser gulosa nunca foi um pecado meu. Não fujo do Mc Donalds; simplesmente percebi que é um tipo de comida que não me satisfaz e que nem sequer me cai bem, organicamente falando. Eu não me proibo de comer gelados, chocolates, bolachas e outras porcarias. Simplesmente não sinto necessidade de as comer regularmente e quando me apetece pimba, como-as (mas rapidamente mas satisfaço, também é um facto).

   Julgo que depois de uma época em que existia realmente uma mania das dietas, vamos entrando aos poucos numa fase em que as pessoas começam a ter mais consciência da importância de uma alimentação saudável e da manutenção de um estilo de vida saudável. Não é só o espelho a falar, é também a nossa saúde. Nesse sentido, acredito também que cada vez mais temos pessoas que não vivem de e para dietas, a maior parte das vezes loucas e sem resultados, porque são impostas, mas que conquistam um estilo de vida cada vez mais saudável e preocupado. E sendo uma conquista gradual e natural, não haverá essa coisa do "tenho de me controlar". Tudo surge pacificamente, incluindo as nossas necessidades alimentares e aquilo que nos sacia e satisfaz. Mudei a minha alimentação, é certo. Deixei de comer algumas coisas, pelo menos nas quantidades e frequência que o fazia anteriormente, é certo. Mas não há um dia em que eu sinta falta de comer seja o que for. E quando o sinto, vou e como. Aliás e por incrível que pareça eu dizer isto, dou muitas vezes por mim a pensar "como é que eu conseguia comer tantas bolachas sem me fartar (e sem engordar, já agora) e hoje mal passo no corredor das bolachas no supermercado?". As mudanças foram surgindo naturalmente e é por isso que para mim isto faz sentido assim e é tão simples.

   Be healthy! Eat well! Feel better!

Uma vida sem carne, porque não?

   Durante a semana que passei em Cabo Verde, tomei a decisão de experimentar viver sem carne. Eu, que sempre fui uma carnívora assumidíssima, sinto-me cada vez menos atraída pela carne, vai daí, pareceu-me a melhor altura para experimentar uma dieta isenta de carne, já que em casa é mais complicado pois tenho de me "sujeitar" às refeições feitas pela mummy.

   Conclusão: foi facilímo, não senti por uma única vez saudades de qualquer tipo de carne e não me cansei de comer peixinho. Bem pelo contrário. As refeições eram muito mais leves e de melhor digestão.

   Não é que eu esteja a pensar tornar-me vegetariana, longe disso. Até porque eu gosto demasiado de frango para alguma vez o fazer, mas as ditas carnes vermelhas são algo que tento cada vez menos incluir na minha dieta. Talvez porque foram 20 e tal anos completamente viciada em carne, mas agora sinto-me mesmo saturada de a comer. A carne de porco já há muito que evito ao máximo, mas agora regressei cheia de vontade de reduzir também o consumo de carnes vermelhas, focando-me no peixe e nas carnes brancas. E nos subsitutos vegetais da carne, já que sou uma adepta de sojas, tofus, seitans e companhias.

   Até ver, 3 dias após o meu regresso, continuo sem carne vermelha. Muita sopinha, peixe sempre que possível e franguinho que cai sempre bem. Além disso, a linha parece que agradece, já que a balança diz que peso menos 100g do que na véspera da partida para as férias. Afinal não comi assim tanta massa e tantas sobremesas!