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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Coisas fantásticas que o meu gato faz

 

   O felino cá de casa é demasiado dado a casas-de-banho. Quando digo demasiado, digo ser incapaz de saber ter gente numa das casas-de-banho e ele do lado de fora. Adora passear-se por lá, roçar-se nas nossas pernas, pedir mimos, saltar ao lavatório e esperar que a água comece a cair da torneira, entrar para a banheira...mas o que ele gosto mesmo, mesmo, é fazer-me companhia no banho, deitado aos pés da banheira, mesmo em frente ao aquecedor e pronto a lamber-me os pés assim que os pouse no chão.

   E sim, se não fecharmos bem a porta, ele abre-a, independentemente de quem esteja cá em casa nessa altura.

No reinado do Ruka: "E se a casa cair...deixa que caia!"

 

 

Legenda: Chegada a casa deparo-me com este aparato. A história é esta - Ruka dormia na sua caminha, como sempre em cima da sua cadeira, já que dormir no chão é impensável para ele, juntamente com os seus 3 cobertores. A caminha do Ruka caiu e ficou de pernas para o ar. E o Ruka não se importou e continuou a dormir, agora não por baixo de 3 cobertores, mas sim por cima de 3 cobertores, por baixo da sua caminha.  

Aqui há gato - vol.2: A hora da soneca

 

 

   Diz-se que os gatos passam mais horas a dormir que em actividade. O felino cá de casa não é excepção, embora existam dias em que a minha vontade é dar-lhe uns 3 ou 4 Valdispert. Ainda assim, nos dias ditos normais, podemos traçar o seu ritual de sonecas.

   O dia começa com um despertar calmo, apenas e só quando lhe abrimos a porta, ao que se segue todo um conjunto de mimos aos donos que cumprem um único objectivo:  «por favor alimenta-me com uma saqueta gourmet».

   De barriguinha cheia e caso ainda existam humanos preguiçosos na cama, segue-se um saltinho à cama mais próxima, uma série de lambidelas em jeito de beijinhos de bom dia e a tentativa sempre bem sucedida de se enfiar escandalosamente na cama para os seus 30 minutos de miminhos, sempre por baixo de todos os cobertores e lençóis, de preferência bem coladinho ao humano preguiçoso, que na maioria das vezes sou eu.

   O próximo momento de preguiça chega por volta das 13-14h e, por norma, prolonga-se até ao meu regresso do trabalho, sendo que este poderá ser momentaneamente interrompido para satisfação de necessidades fisiológicas e/ou alimentares.

   E eis-nos chegados à noite e àquele que deverá ser o momento de maior conflito interno para o meu animal. Por um lado há o pai da dona, que está fora todo o dia e que por isso tem de ser mimado, afinal é ele que sustenta os seus pequenos luxos. Por outro lado, há a mãe da dona, que fica piurça com ele sempre que faz alguma asneira e que, por isso, há que dar muita, muita graxa. E por último há a dona, euzinha, que em noites frias gosta mais da cama do que o próprio gato e que, por isso, acaba por ser o "alvo fácil", que é como quem diz «levanta aí os lençóis que o Rukinha está a chegar para se encostar a ti». E assim ficamos até bem perto da meia noite, altura em que o animal vai encher a barriguinha e aguarda religiosamente por mim, para que o vá colocar na sua caminha, aconchegando-o com os seus dois cobertores, fazendo meia dúzia de festinhas, trocando beijinhos de boa noite e proferindo as palavras mágicas: «Boa noite, meu bichinho. Nana bem. Até amanhã». E sim, continuamos a falar de um gato, que afinal, é sempre muito mais que um animal.

Aqui há gato - vol.1: A alimentação

 

 

   O ser felino que habita cá em casa é bicho que não se faz de esquisito no que toca a alimentação. Não fosse a minha persistência em alimentá-lo apenas com comidinha de gato e "de marca" (os veterinários dão-nos sempre a volta à cabeça), e julgo que precisariamos de mais um lugar à mesa. Pois então, aqui a fera, ainda não rejeitou um alimento, um só sequer, que lhe dou a provar. Assim que vê alguém comer ou beber o que quer que seja é vê-lo lamber-se e atirar-nos com aqueles olhinhos de gato das botas do Shrek e eu, que sou manteiga no que respeita a animais, não resisto a deixá-lo provar as mais variadas iguarias. Desde maças, castanhas, laranjas, kiwi, passando por bróculos, couves, cenouras e batatas, bolachas, iogurtes, gelados, sopas, canja, todo o tipo de carnes e peixes e outros tantos doces, como gomas, chocolates e hoje M&M´s, tudo serve para ele trincar.