Aquele bocadinho que nunca cresce. Para sempre.
Há um lado de menininhos/as que devemos preservar para sempre.
Há um bocadinho de nós que deve ser capaz de não crescer nunca.
É o lado que nos faz sonhar, apesar de tudo; que nos dá esperança, apesar de tudo; que nos faz rir das maiores palermices; que nos justifica as birras e amuos; que nos delicia a comer um simples gelado; que nos faz continuar a ver desenhos animados; que nos faz delirar com toda a magia da Disneyland Paris ao ponto de querermos lá voltar todos os dias com todas as forças do nosso ser; que nos incita a pegar em brinquedos dos mais novos da família como se fossemos realmente brincar com eles; que nos faz acreditar que amanhã ainda é possível e poderá ser melhor; que nos faz chorar ao vermos filmes com animais fofos que sofrem; que nos faz recordar com saudades e sorrisos todos os momentos felizes que tivemos quando eramos efectivamente e cronologicamente crianças.
Há um bocadinho de nós que deve ser capaz de não crescer nunca.
E esse é um bocadinho que nos faz feliz. Que também nos faz feliz. Apesar de tudo.
