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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

E então o que tens andado a ler?

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Condenado à nascença a uma vida de escravidão, Mack McAsh vê-se forçado a trabalhar nas minas de carvão da Escócia, no ano conturbado de 1766. 
Porém, Mack não perde a esperança de ser livre. Inesperadamente, encontra uma aliada. Lizzie Hallim é a bonita aristocrata rebelde e determinada que, apesar da sua condição, também se encontra aprisionada em intrigas e jogos de poder. Devido às ideias progressistas de Mack, Sir George, senhor das terras e dono da mina, dificulta-lhe a vida, obrigando-o a fugir. Num 
volte-face é Lizzie quem o ajuda.

Os dois jovens não sabem que em breve a paixão será tão avassaladora no velho mundo como no novo.

Das minas de carvão da Escócia às sujas ruas da Londres, passando pelas plantações de tabaco na Virgínia, os dois enamorados querem apenas conquistar algo para as suas vidas: a liberdade.

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   Ken Follett nunca há-de ser um Nobel da Literatura (vou-me controlar nas piadas do tipo "porque não é cantor!") mas é um bom "inventor de histórias". Escreve muito um estilo que aprecio, romance histórico, e por isso, apesar de já ter lidos uns quantos livros dele, de longe a longe gosto de voltar a ele. Este livro não está ao nível do melhor de Follett, mas oferece-nos personagens interessantes e um enredo que nos deixa aquela sensação de termos ficado a saber mais qualquer coisa sobre o mundo de antigamente. 

 

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Um quadro velho e sujo é comprado numa obscura loja de velharias por Annie McDee. Chef talentosa mas falida, apaixonada mas com o coração partido, Annie cedeu a um impulso e gastou nele as últimas 75 libras que tinha no bolso. E enquanto se debate com a solidão e a falta de perspetivas, está longe de imaginar as repercussões da sua humilde extravagância.
É que, singelamente pendurada entre os tachos e as panelas da sua cozinha, está agora uma obra-prima. A Improbabilidade do Amor é o quadro perdido de um célebre pintor do século XVIII. Na tentativa de desvendar a verdadeira identidade da obra, Annie vai deparar com um dos segredos mais bem guardados da História da Europa.
E ser inadvertidamente arrastada para o frenético mundo da arte e perseguida por potenciais compradores. De uma princesa árabe a um oligarca russo, passando por um conde falido e uma socialite americana, não falta quem esteja disposto a tudo para acrescentar mais uma peça à sua coleção.
Mas A Improbabilidade do Amor não é apenas uma obra de arte.
A sua alma é-nos gradualmente revelada. Na sua voz sedutora, sofisticada e muito cínica, o quadro comenta a atribulada vida amorosa de Annie, narra a sua própria história e ajusta contas com os seus (muitos) donos anteriores, entre eles, Luís XV, Voltaire e Catarina, a Grande…

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   Autora desconhecida, livro igualmente desconhecido. Fui vendo-o como sugestão de leitura em alguns locais e o facto de o compararem com o Pintassilgo (impossível, mas...) deixaram-me algo curiosa. Não está ao nível do Pintassilgo (no way!) mas tem muito dele, pelo menos o enredo é semelhante: há um quadro perdido, uma personagem sofrida que o tem sem saber o seu valor, uma família complicada, um pequeno romance que não é o ponto principal da história... é uma boa sugestão de leitura, bem mais leve que Donna Tart (principlamente no que ao número de páginas diz respeito).

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O histórico hotel de Boonsboro já viveu tempos de guerra e paz e teve inúmeros donos ao longo do tempo. Agora prepara-se para ser reinaugurado pelos irmãos Montgomery. Beckett, o arquiteto da família, está determinado a finalizar as grandes obras, mas a sua vida atarefada não o desvia de um outro grande objetivo: atrair a atenção da mulher por quem está apaixonado desde a adolescência. Depois de perder o marido e regressar à sua terra natal, Clare Brewster cedo se adapta à sua nova vida como mãe de três filhos e gerente da livraria da cidade. Com pouco tempo para uma vida romântica, Clare acaba por ser envolvida nos preparativos do novo hotel e deseja conhecer melhor o homem por trás dele. Enquanto não chega o dia da inauguração, Beckett e Clare conhecem-se melhor e sentem a crescer entre eles o início de algo novo… Irá abrir-se nas suas vidas a janela para um futuro juntos?

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   Todo o mundo e arredores conhece Nora Roberts. Eu nunca havia lido um único livro dela, não sei sobre o que escreve. Na visita à Feira do Livro deste ano achei que era altura de dar pelo menos uma hipótese a uma autora que já vendeu não sei quantos milhões de livros por todo o mundo. O eleito foi o seu último livro, que é também o primeiro de uma trilogia. 

   Logo desde as primeiras páginas percebi que não era o tipo de livro que fizesse o meu género e ao lê-lo nunca consegui perder a sensação de que estava a ler Nicholas Sparks, um autor que em tempos de inocente juventude devorei e que há uns anos larguei. Cenários que poderiam ser de Sparks, personagens totalmente aceitáveis para Sparks, um amor que não quer ser mas que não dá para resistir como Sparks gosta, um acidente, uma personagens má e um final feliz. Sparks ia adorar isto! 

   Não faço ideia se todos os livros de Nora Roberts são deste género, mas a mim, para já, não me convenceu. Mas vou voltar. Qunato mais não seja porque escolhi uma trilogia e eu não sou de deixar as coisas a meio!

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A felicidade tem um preço? Um homem está prestes a descobrir.
Minimalista, surreal e original, o romance de Jonas Karlsson explora o absurdo da vida e questiona a grande meca dos tempos modernos: numa sociedade em que só o dinheiro conta, o que é, afinal, a felicidade e como a medimos? A factura vai mudar a forma como vê a vida.

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   Este foi curiosidade literária à primeira vista! Bastou-me a questão "E se a nossa felicidade tivesse um preço?" para me deixar cheia de vontade de o ler. Devorei-o em 3 noites e que delícia de livro. Surreal, mas delicioso. Com um cheirinho a Kafka que o torna ainda mais delicioso. Dá que pensar e eu adorei-o! Absolutamente, um dos melhores de 2016. 

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