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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

É por esta e por outras que eu não posso estar em casa

 

Dias em casa sem nada para fazer, sem sair e sem sol que me permita esticar-me na varanda qual lagarto ao sol são para mim muito difíceis de gerir. Todos os dias de trabalho penso "quem me dera estar em casa sem nada para fazer", mas quando esses dias chegam, a coisa complica-se e não é que me apeteça regressar logo ao trabalho, mas esse "sem nada para fazer" não encaixa muito bem comigo. É tudo muito bonito no primeiro dia, ah e tal vou aproveitar para fazer isto e aquilo (que não faço) e para acabar de ler este livro (o que acabo sempre por fazer, para mal das minhas economias). Mas ao segundo dia já acordo a pensar no que vou fazer e quando descubro que simplesmente não há nada de muito urgente a precisar de ser feito e que o tempo não convida a passeio, toca a inventar o que fazer, o que normalmente significa toca a fazer daquelas arrumações de que até a minha mãe tem medo porque sabe que metade da casa vai parar ao ecoponto. Hoje foi um desses dias. Depois de ter arrumado com a Vriginia Wolf, de não me apetecer enfiar-me em shoppings, de o tempo não convidar a passeio e morenanços e de o organismo não estar nas melhores condições para me pôr a transpirar no ginásio ou na rua, acordei decidida a arrumar tudo o que (não) havia para arrumar. E apesar de estar tudo com muito melhor aspecto (sou um pouquito neurótica com estas coisas das arrumações e o caos não é para mim), confirma-se que o ecoponto caseiro está a abarrotar. Isso e o comentário do meu pai mal chegou a casa e soube que eu tinha passado o dia a virar determinadas divisões de pernas para o ar "não mexeste em nada meu, pois não?". É que, como disse, quando me dão estas neuras, vai tudo à frente! 

   E neste momento já só consigo pensar que amanhã é o último dia de descanso e que, por isso, só me apetece aliviar a frustração do regresso ao trabalho (numa sexta-feira!) no ginásio e na rua! 

   Completamente bipolar, eu sei!

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