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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Há dores que nunca se curam

   E uma delas é, sem dúvida, a dor da perda de um filho. 

   Apesar de, profissionalmente, lidar principalmente com a dor da perda dos pais, já velhinhos, as situações em que o inverso acontece, em que os nossos idosos veem partir algum dos seus filhos, são complicadíssimas, tamanha é a dor experimentada. 

   Se é certo que todos temos de morrer, o esperado é que a lei da vida prevaleça e que os mais velhos partam primeiro. O que se espera desta passagem, é ver os filhos enterrarem os pais, mas a vida tem destas armadilhas e de vez em quando troca-nos as voltas e faz-nos passar por provações quase desumanas. Ouvir um pai que enterra um filho dizer "porquê? A vida não é assim, não pode ser assim, eu é que deveria ter partido primeiro", especialmente quando esses pais são já pessoas de idade, deixa-nos com uma sensação de impotência tremenda e com a clara sensação de que, diga eu o que disser, nada, mas mesmo nada, vai atenuar aquela dor ou explicar aquela situação. O "a vida é mesmo assim" aqui não se aplica. Não se pode aplicar. E há dores tão, mas tão duras, que não podemos deixar de questionar se afinal esta vida vale mesmo a pena. 

   Um abraço forte, forte, para todos os pais que viram os seus filhos partirem, deixando-lhes uma ferida aberta que nunca será curada. 

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