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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Leituras destas férias de Verão

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Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.
Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.
A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração.

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   Este livro foi uma verdadeira surpresa. Todo ele está escrito com uma ironia deliciosa que torna Eleanor, a personagem principal, numa figura de quem facilmente gostamos apesar do seu terrível feitio. Trata-se de um livro que facilmente nos conquista e que não queremos parar de ler. A sua temática principal gira em torno do peso de um passado que queremos esquecer mas do qual nunca nos livraremos, porque afinal aquilo que hoje somos é muito determinado por aquilo que fomos sendo ou tendo ou vivendo ao longo da vida.

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Londres, 1893. Quando o marido de Cora Seaborne morre, a viúva inicia uma nova vida marcada ao mesmo tempo por alívio e tristeza.
Não teve um casamento feliz e ela própria nunca se adequou ao papel de mulher da sociedade. Acompanhada pelo filho, Francis - um rapaz curioso e obsessivo -, troca a cidade pelo campo de Essex, onde espera que o ar fresco e os grandes espaços lhe proporcionem o refúgio de que necessita.

Quando se instalam em Colchester, chegam-lhe aos ouvidos rumores de que a Serpente do Essex, conhecida por em tempos ter percorrido os pântanos na sua avidez de colher vidas humanas, regressou à aldeia de Aldwinter. Cora, naturalista amadora sem interesse por superstições ou questões religiosas, fica empolgada com a ideia de que aquilo que as pessoas da região tomam por uma criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie ainda por descobrir.

Quando decide iniciar a sua investigação é apresentada ao reverendo de Aldwinter, William Ransome. Tal como Cora, Will sente uma desconfiança profunda em relação aos boatos, que considera um fenómeno de terror de caráter moral e um desvio da verdadeira fé. Enquanto Will procura tranquilizar os paroquianos, inicia-se entre ele e Cora uma relação intensa; apesar de os dois não concordarem a respeito de nada, são atraídos e afastados um do outro inexoravelmente, a ponto de isso modificar a vida de ambos de formas inesperadas.

Escrito com uma delicadeza e uma inteligência cheias de requinte, este romance é sobretudo uma celebração do amor e das muitas formas que ele pode assumir.

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   Considerado um dos melhores livros de 2016, recomendado por vários críticos literários e finalista de uma data de prémios, não posso dizer que lhe tenha reconhecido esta genialidade toda. Em certas partes até me entediou. Ainda assim, está de parabéns pela facilidade com que nos põe a imaginar e visualizar na nossa mente as personagens e os cenários que tão bem descreve. Tirando isso, não será um dos livros que recomende.

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Me, afro-americano, produto acabado do século XX, criado no gueto agrário de Dickens, nos arredores de Los Angeles, educado pelo pai, um reputado e violentamente excêntrico sociólogo obcecado pela questão racial, conformou-se em seguir o destino estéril que a vida californiana de baixa classe-média tinha para si: morrer no mesmo quarto onde nasceu «a olhar para as fendas do estuque do teto que estavam lá desde o terramoto de 1968».

No entanto, nada corre como planeado: está falido, o seu pai foi morto num tiroteio com a polícia e Dickens acabou apagada dos mapas americanos (para poupar a Califórnia de mais vergonhas).
Alimentado por uma sensação de engano e pela degradação da sua cidade perante uma América enormíssima, Me decide resolver as coisas da única maneira que vê possível: restaurando a escravatura e segregando a escola preparatória local.

Vencedor do Man Booker Prize de 2016, O Vendido é uma sátira mordaz que desafia os pilares sagrados da vida urbana, da Constituição norte-americana, do movimento dos direitos civis, e da relação pai-filho, feita à medida para o despontar do século XXI.

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  Aqui está a maior desilusão das minhas leituras de férias!

  A referência a prémios literários de valor é um dos motivos que me leva a comprar livros que desconheço. Este venceu o Man Booker Prize de 2016 e por isso prometia algo de muito bom. Só que não, pelo menos para mim! uma verdadeira desilusão! Acredito na genialidade deste livro nos EUA, onde a temática que aborda, da segregação racial, racismo e exclusão social, fará todo o sentido. Mais uma vez, é um livro que facilmente nos permit visualizar as personagens e os cenários que descreve (quanto mais não seja porque já nos chegaram milhentas vezes através do cinema), mas considero-o um livro demasiado sociológico e culturalmente indicado para determinadas populações.

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Neste fascinante romance, Ethan Canin, autor bestseller do New York Times, explora a natureza do génio, a rivalidade, a ambição e o amor ao longo de diversas gerações de uma família talentosa.

Milo Andret é dotado de uma mente extraordinária. Criança solitária entre as florestas do Michigan nos anos 1950, pouco valoriza o seu próprio talento. Contudo, após ingressar na Universidade de Berkeley, logo se apercebe da extensão, e dos riscos, do seu dom tão singular. A Califórnia dos anos 1970, abre-se-lhe num jogo sedutor, desvelando a Milo o encanto da ambição, mas também da indulgência. A investigação que lá inicia elevá-lo-á à categoria de lenda; a mulher que lá conhece (assim como o seu arquirrival) atormentá-lo-á para o resto da vida. De facto, a verdade é que o brilhantismo de Milo se encontra finamente entrançado com um desejo obscuro que em breve ameaçará o seu trabalho, a sua família e até a sua própria vida.

Abarcando sete décadas, da Califórnia a Princeton, do Midwest a Nova Iorque, o Homem que Duvidava narra o percurso de uma família, revelando que a ambição caminha de mãos dadas com a destrutividade, a obsessão namora com o tormento, o amor encanta-se com a dor. É a história de como a luz da genialidade ilumina e queima cada geração que toca.

Dotado de uma prosa fascinante, o Homem que Duvidava revela-se uma obra surpreendente, cheia de suspense e profundamente comovente. Um trabalho maior de um escritor que foi aclamado como «o mais maduro e realizado romancista da sua geração».

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   E este entra diretamente para o meu top dos melhores livros de 2017! É um livro tão completo que nem parece ficção. É daqueles livros que queremos mesmo devorar, apesar das suas mais de 500 páginas. Focado em duas personagens principais, que dividem o livro em duas partes - a do pai e a do filho - é a história de vida destas duas personagens, desta família de génios mas com uma vida tão sofrida como qualquer um dos comuns mortais. É tão bom que só posso dizer uma coisa: leiam-no!!!

 

 

 

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