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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Quando o sonho já não é mais capaz de comandar a vida

   Eu ainda sou do tempo em que o sonho era uma coisa tão concreta e definida como outra coisa qualquer e comandava a vida, como nos ensinou António Gedeão. Era tudo "if you dream, you can", "segue os teus sonhos" e outras do género que nos davam força ou garra para seguirmos em frente e conseguirmos aquilo que queriamos. 

   Infelizmente este paradigma está a mudar. Ou já mudou. Hoje em dia não é mais o sonho que comanda a vida; o que comanda a vida é algo bem concreto e definido como nenhuma outra coisa mais: o dinheiro. Não há mais, ou não dá mais, essa do "if you dream, you can"; agora é, definitivamente "if you have the money, you can".

   Em quantas coisas da nossa vida é o sonho que nos move e nos leva lá? Fizemos aquela viagem de sonho? Porque tivemos dinheiro para a pagar. Temos a casa com que sempre sonhamos? Porque tivemos dinheiro para a pagar. Temos o carro dos nossos sonhos mais precoces? Porque tivemos dinheiro para o comprar. Temos aquela peça de roupa ou aqueles sapatos que sempre desejamos ter? Porque tivemos dinheiro para os comprar. Casamos? Porque tivemos dinheiro para o fazer. E casos haverá até em que a nossa posição social ou profissional depende, até ela, de dinheiro. 

   Não é fácil vivermos nos tempos que correm. Sobretudo, não é facil acreditar que vale a pena continuar a sonhar e a lutar pelos nossos sonhos. Não é fácil, quando nos deparamos com todas as barreiras e dificuldades que a vida nos coloca e ainda mais as questões financeiras. Não é fácil aceitar que algo monetário, numérico, controle a nossa vida, os nossos passos, as nossas conquistas e até mesmo os nossos sonhos. 

   É por isso que eu desisti de sonhar. Mas calma! Não perdi a esperança e o gosto de viver. Simplesmente substituí os sonhos por objectivos, por metas pessoais, profissionais, sociais, emocionais, materiais e por aí fora. Sei o que quero, mas não sonho com isso. Caminho para lá chegar, passo a passo, dia a dia, sem ilusões, com toda a racionalidade possível e com muitas contas. 

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