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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sem rankings. Os melhores, porque sim

Vivemos num mundo competitivo e de competição. É inegável. Será até inevitável. Falsas modéstias à parte, todos nós queremos ser bons no que fazemos, seja em que área da nossa vida for, e ninguém se importa nada em ser "o melhor", até porque ser o melhor é marcar a diferença e o que o mundo não precisa é de gente e acontecimentos que marquem o bem e o bom que a vida pode ser/ter. Até aqui tudo bem, concordo plenamente e também eu gosto de estar nos lugares cimeiros seja do que for. O que me assusta é a necessidade que o mundo tem de criar rankings para tudo. Ok, vamos ser bons, ok, vamos fazer tudo para sermos os melhores, mas porque raio temos depois de expôr tudo isso em tabelas hierarquizadas? Hoje em dia criam-se rankings para tudo! Na instituição onde trabalho, por exemplo, e como temos 12 centros sociais, existem rankings para tudo o que se possa imaginar: para o número de clientes de cada centro, para o rendimento de cada mês, para os débitos de cada centro, para o número de novas admissões, para quem tem mais processos organizados, para quem encomenda mais bolos, para quem leva mais crianças aos passeios... E podíamos ficar aqui a assustar-nos o resto da noite. Esta ideia dos rankings surgiu-me num dia desta semana no qual na ida para o trabalho ouvi a notícia de que vão criar um ranking dos postos de abastecimento. E eu fiquei-me a perguntar porquê que é importante eu saber qual é o pódio das gasolineiras portuguesas, quando só lá ponho as rodas quando a luz da reserva acende é sempre naquela que me está mais próxima ou me oferece um preço mais competitivo, que é sempre variável. Para que servem afinal os rankings? Porquê esta obsessão em pôr um lugar e um número em tudo? Para querer ser melhor? Para nos fazer sonhar e lutar por um lugar no pódio? Ou não será apenas para criar competição, esquecendo valores, vontades, ambições, pessoas...? A vontade de sermos bons ou os melhores tem de ser intrínseca a cada um de nós e não formatada por uma medição, muitas das vezes subjetiva, do quão bom alguém ou algo é comparativamente com tudo o resto ou todos os outros. O valor das pessoas e das coisas está em si mesmo e não num número que nos posiciona numa hierarquia. Não gosto de rankings. Não gosto de ser melhor do que o vizinho. Gosto de ser melhor do que era ontem. Gosto de fazer hoje melhor do que fiz ontem. Independentemente da posição dos outros. image.png

 

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