Destino

«Destino pode ser vida, acaso, percurso, resultado, inesperado, previsível, tudo isto ou nada. Destino é sinónimo de História. História constrói-se, é fruto do homem, resulta dele, é traçada por ele. Com influência do meio, da sorte, do azar, de percalços e de somatórios. Mas não está escritaà anteriori. Escreve-se à medida que se vive, e só se escreve o que se vive. Destino não pode, pois, ser algo que já foi escrito. (...)
Destino é uma palavra. Tudo é destino. Pelo caminho da direita ou da esquerda, a escolha que fizermos será o destino. Não há que falhar. É uma ideia confortável e fácil. Acreditar no destino é uma fraqueza humana. Das mais primárias e arcaicas. O nosso percurso resulta do nosso destino. Com certeza, porque não? Mas se é "nosso" então podemos "ajudá-lo"...».
in "A cruz de Génio", de Sérgio Lorré