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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

sol da juventude

   Nestes primeiros dias de sol não consigo deixar de relembrar estes mesmos primeiros dias de sol de há muitos anos atrás, quando os dias eram passados na ânsia pelo toque da campainha que abria as portas à liberdade de um intervalo dedicado aos amigos, que nessa altura julgava eternos. Cada momento era vivido com a intensidade do último suspiro, as gargalhadas eram constantes, as conversas fluiam com naturalidade e sem regras, os sentimentos à flor da pele tatuavam em nós memórias eternas sem que nos apercebessemos.

   Quando se é jovem/adolescente tudo é "tudo ou nada". Tudo é para ser vivido e depois pensado. Tudo são sonhos, projectos, ideias. A amizade é o melhor do mundo, as paixões parecem amores eternos e os desgostos podem marcar-nos para toda a vida. As lágrimas surgem com uma facilidade assustadora e pensámos que pior é impossível e que nunca recuperaremos. No dia seguinte restam as olheiras e , talvez, uma dor de cabeça. É um novo dia, cheio de oportunidades, cheio de tanto para viver e partilhar. E as tristezas são esquecidas...até ao próximo "acidente de percurso", tão necessário para o crescimento e desenvolvimento pessoal. E assim se constrói um indivíduo. Sem sabermos que aqueles momentos irão ser dos melhores da nossa vida. Sem sabermos que, anos depois, irémos sentir falta de tudo aquilo, do bom e do mau, dos intervalos e das aulas, das visitas de estudo e dos testes, dos amigos sinceros e dos que nos desiludiram, dos sorrisos e das lágrimas...é a vida vivida no seu estado mais puro, sem preocupações "de adulto", sem crise, sem desemprego...

   Todos os dias, a caminho do trabalho, passo pelas duas escolas que marcaram a minha adolescência. Todos os dias sou assaltada por recordações daqueles primeiros dias de sol. Ouço a campainha tocar na minha cabeça e sorrio. Como eu fui feliz nos dias de sol da minha juventude...