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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Somos o que comemos

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   Foi este o tema da grande reportagem exibida esta noite no Jornal da Noite da Sic, que se centrou sobretudo na quantidade assustadora de açucar que os portugueses, especialmente as crianças, ingerem por dia, a maior parte dele "mascarado" nos alimentos habitualmente consumidos, alguns deles ditos saudáveis. Refrigerantes, bolos, bolachas, cereais de pequeno-almoço, até mesmo alguns dos supostamente inocentes iogurtes, molhos, fast food, chocolates, gomas... um sem fim de alimentos carregados dessa coisa boa para o paladar e para o cérebro (sim, para algumas pessoas, é mesmo um mecanismo de compensação ou de lidar com algo menos bom), que ingerimos inocentemente e que ao fim de um simples dia mais que triplicam a quantidade de açucar que deveriamos ingerir diariamente.

   Para mim não constituiu novidade a maioria das coisas que ali se falaram. Já há muito tempo que abri os olhos para os perigos de uma alimentação não saudável e que reduzi bastante, muito mesmo, o consumo de açucar. Acima de tudo, e para mim o mais importante que se disse naquela reportagem, preocupou não o reflexo que a minha alimentação poderia ter na balança, porque de facto para mim isso nunca foi um problema, mesmo quando comia pacotes de bolacha maria de uma vez só e cereais de mel diariamente ao pequeno-almoço, mas as consequências internas e escondidas que isso poderia vir a ter a longo prazo. Se a balança nunca oscilou muito, estava com certeza a alimentar a possibilidade de mais tarde vir a sofrer de uma carrada de doenças assustadoras e debilitantes. Talvez por ver diariamente, no meu emprego, aquilo que bichos assustadores como o AVC, a diabetes, a hipertensão, o colesterol elevado, o excesso de peso, o cancro... nos podem fazer e no que nos podem tornar ou como podem simplesmente reduzir a nossa existência a nada de um momento para o outro, a minha consciencialização foi ainda maior. Para todos aqueles que insistentemente dizem que eu tenho a mania das dietas, que não percebem porquê de tantas restrições quando sou magra ou até mesmo me acham uma espécie de viciada em exercício físico, eu respondo que estou a olhar pela minha saúde, muito mais do pela minha balança. E se continuam com dúvidas de que a alimentação é das coisas mais importantes que podemos fazer em prol da nossa saúde e das poucas que conseguimos controlar enquanto tentativa de prevenirmos determinadas doenças, eu convido-vos a assistirem a esta reportagem, ou simplesmente a acompanharem-me num dia de trabalho. Apresento-vos uns quantos casos de vidas suspensas que, quem sabe, poderiam ser diferentes se soubessemos olhar mais por nós.

   Como em tudo o resto, reduzir o consumo de açucar é uma questão de hábito e treino. O sabor das coisas é diferente, é. Mas também é mais natural e tremendamente mais saudável. E ao final de algum tempo vão começar a usar a frase que mais repito "ui, não gosto, é muito doce! Bah! Enjoa!", mesmo para aquilo que passaram uma vida a comer.

   Cuidem-se.

   

Alimentação para a vida...

 

  Ontem durante a hora de almoço, estive a folhear o livro da Dra. Ana Bravo - "A Dieta Viva" - e achei-o bastante interessante. Sigo a página de facebook da Dra. Ana Bravo (#nutriçãocomcoração) há algum tempo e retiro de lá algumas dicas para a minha alimentação diária. Analisando assim "por alto" estas últimas dietas da moda e esta quantidade enorme de livros sobre o tema que têm sido lançados, este livro e o tipo de alimentação que sugere parece-me racional e longe dos excessos restritivos normalmente associados às dietas. Gostei acima de tudo do lema «O meu objectivo é ajudar as pessoas a adaptar a alimentação à sua vida e não a vida à alimentação», já que vai um pouco ao encontro do que eu penso acerca destas coisas.

   Longe de alguma vez ter feito (ou precisado) dieta para perda de peso, há cerca de 1 ano atrás achei que podia melhorar a minha alimentação, em prol do meu corpo, do meu bem-estar e, principalmente, da minha saúde, juntando-lhe uma boa carga de exercicio físico, é claro. Facilmente percebi que nisto da comida, o errado é pensar em obrigações/proibições. No meu caso, gradualmente me adaptei a uma nova alimentação (que vou traçando sozinha, pesqueisando aqui e ali e vendo o que realmente me satisfaz) e rapidamente me apercebi da principal conclusão: primeiro, a palavra dieta não significa pnão comer para perder peso e, segundo, o tipo de alimentação que fazemos acaba por ser um estilo de vida e não um programa temporário para atingir algum objectivo, o segredo é descobrir com o que é que nos sentimos bem. 

   Muita gente tem dificuldade em perceber quando eu digo que evito comer isto ou aquilo. Ou porque é para manter a linha, ou porque tenho a mania das dietas, ou porque simplesmente tenho a mania. O que elas não percebem mesmo e eu também não tenho pachorra para lhes explicar é que se eu evito comer isto ou aquilo (e não o "naõ como", porque não me proibo alimento nenhum) é porque, simplesmente, não quero comer isto ou aquilo, porque me sinto bem sem isso e porque descobri que se substituir isso por algo bem mais saudável me sinto igualmente satisfeita e bem comigo e com o meu corpo. E com uma correta alimentação, conjugada com um bom plano de exercicio físico, as mudanças no nosso corpo (e na nossa saúde) são visíveis e inegáveis e, acima de tudo, facéis de manter.

   Uma dieta é mesmo isto, um estilo de vida, um adaptar da alimentação à nossa vida, às nossas necessidades e aos nossos desejos de gula. Não é radicalismos ou paranóias do tipo "não como hidratos de carbono" (não me aguentava sem eles!); é ser capaz de comer de tudo o que nos agrada e saber que há escolhas que podemos fazer, deliciosas, e que tornam tudo bem mais leve.