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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

"Amour", é a vida real na ficção

   "Amour" é um grande filme. Daqueles que nos põe a pensar e do qual gostamos por ser tão fiel à realidade. 
   "Amour" ganha um significado especial quando lidamos diariamente com cenas iguais às que o filme nos mostra, quando conhecemos tantas histórias como a daquele casal, mas sobretudo, quando conhecemos tantas personagens reais como a personagem do filme, que de um momento para o outro vêem a sua vida completamente alterada pela doença repentina, que os atira para uma dependência para total, para uma perda de capacidades com a qual nunca é fácil de lidar e que deixa nada mais do que o vazio que anuncia apenas e só a aproximação cada vez mais assustadora do fim.
   "Amour" é o sofrimento humano que ultrapassa os limites de uma televisão. Está em muitas casas, em demasiadas vidas que acabam dia após dia, em tantas pessoas que nunca estão preparadas para ele. Porque nunca estamos suficientemente preparados para o sofrimento e para a perda.
   (E uma grande salva de palmas para Emmanuelle Riva. Um desempenho excelente.)